Publicidade
Amazônia
Amazônia

Consumo de carne de piranha aumentou no Amazonas, diz estudo da Fapeam

A queda no estoque e o elevado preço de peixes mais comuns provocou a procura de população de baixa renda por espécies menos comuns no mercado 08/02/2012 às 19:39
Show 1
Carne de piranha tem sido bastante consumida por ribeirinhos
acritica.com Manaus

A pouca oferta e o alto preço do peixe em mercados e feiras têm levando a população a procurar outras espécies não tão comuns para o consumo.

Uma destas alternativas é a piranha-amarela que, segundo estudo realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), é bastante consumida por moradores do município de Manacapuru e até mesmo na capital amazonense.  

O estudo considerado pioneiro foi desenvolvido no Ensino Médio por Fabrício de Barros Souza, no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Júnior (Pibic Jr), com fomento do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (FAPEAM).

Segundo o estudante, que atualmente é aluno do curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal do Amazonas, durante muitos anos, a produção de peixes no Estado foi suficiente para atender à demanda da população local, que consome em taxas elevadas esse tipo de carne.

Preço

Entretanto, nos últimos anos a atividade pesqueira tem dado sinais de incapacidade de oferta para suprir a demanda local, o que leva a população a buscar outras alternativas.

“O elevado preço das espécies mais comuns como tambaqui, tem levado a população de baixa renda a consumir espécies mais baratas e comuns na região de várzea. O estudo foi baseado em estimativa de parâmetros de crescimento, peso e mortalidade da piranha-amarela para determinar a distribuição e a idade desses peixes”, explicou Sousa.

Esses dados, segundo o estudante são importantes, pois mostram como a espécie está se comportando.

“Durante o estudo, foram feitas coletas em dois ambientes de várzea, o lago São Lourenço e o lago Jaiteua, em Manacapuru. Ao todo, foram coletados 669 exemplares, que apresentaram tamanho médio de 7 cm a 22 cm na espécie que vive em média 9 anos. Esse estudo é pioneiro não sendo possível um comparativo com outras análises”, complementou.

Outro fator importante são as variáveis que se modificam de acordo com os períodos.

“Se for realizada uma pesca atualmente, esses dados podem ser diferentes. O que é estimado agora pode ser diferente depois, isso quer dizer que os resultados podem ser mais elevados ou não. Como esse peixe começou a ser consumido há pouco tempo, temos que estimar essas variáveis, para quantificar esse consumo”, salientou.

As informações são da agência de comunicação da Fapeam.