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Defesa Civil mapea áreas da Zona Rual de Manaus atingidas pela cheia dos rios

A ação faz parte de um levantamento para identificar a demanda de vítimas que devam receber ajuda humanitária 27/03/2012 às 11:41
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Ribeirinhos ficam mais isolados com a cheia
Evelyn Souza e Thiago Gonçalves Manaus (AM)

A Defesa Civil do Município visitou, no último final de semana, cinco comunidades que podem ser atingidas pela cheia do Rio Amazonas, localizadas na Zona Rural de Manaus. A ação faz parte de um levantamento para identificar a demanda de vítimas que devam receber ajuda humanitária.

Nas comunidades, residem cerca de 250 famílias que podem ser afetadas pela enchente deste ano, já que as suas casas estão localizadas em áreas de terra baixa (várzea) e geralmente são atingidas com a subida das águas.

"Durante os trabalhos visitamos as comunidades Nova Cesárea, Canaã, Nossa Senhora do Carcomo, Bom Sucesso e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, todas na localidade do Paraná da Eva, no Rio Amazonas", informou o coordenador de Defesa Civil Municipal - coronel Ari Renato de Oliveira.

Níveis do rios

O nível do Rio Negro em Manaus é o maior registrado para o dia 23/03 em toda a série histórica, marcando 27 centímetros acima do valor registrado no dia 23/03/2009 - o ano da maior cheia no Amazonas.

Na bacia do Solimões, no município de Careiro, os níveis estão 25 centímetros acima dos registrados na mesma data em 2011. Já na bacia do Purus, em Boca do Acre/AM, os níveis d’água estão em declínio.

Na bacia do Amazonas, em Parintins, o nível está 3cm acima do registrado na mesma data do ano da maior cheia da estação.

Os dados são do boletim do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) divulgado nesta segunda-feira (26).

Afetados

O balanço da segunda fase de previsão "Impactos da cheia" elaborado com dados da Defesa Civil do Amazonas aponta que os municípios de Anamã, Anori, Autazes, Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Borba, Caapiranga, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Codajás, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Manaquiri, Manaus, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Urucará e Urucurituba serão prejudicados. Em Parintins a previsão é de que 10.852 famílias sejam atingidas.