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Amazônia
Cotidiano, Meio Ambiente, Desmatamento, Ibama

Desmatamento no AM diminuiu em relação ao ano passado, informa Ibama

Órgão divulgou um balanço das ações realizadas em 2011, além de algumas estratégias previstas para executar este ano 24/02/2012 às 15:40
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Ações de combate ao desmatamento no Amazonas serão intensificadas pelo Ibama
Síntia Maciel Manaus

Em 2011 o Amazonas conseguiu diminuir 526 quilômetros quadrados de desmatamento, em relação a 2010 – que foi de 527 quilômetros -, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira (27), pelo superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no Amazonas, Mário Lúcio Reis.

A meta do órgão, de acordo com Mário Lúcio, é diminuir os registros de 2009, que foi de 405 quilômetros quadrados, considerada a menor entre 2002 e 2011, período em que o Ibama passou a monitorar o desmatamento no Estado.

“O combate ao desmatamento no Amazonas é um dos carros-chefes do órgão”, destaca Reis, que também ressaltou que para o ano de 2012, o Ibama deverá reforçar suas ações, com um total de 30 operações – uma delas já em andamento a Toruk.

Tais operações também deverão priorizar as terras públicas federais – como terras indígenas, áreas de conservação, por exemplo -, em decorrência da lei complementar 140, assinada em dezembro do ano passado, pela presidente Dilma Roussef.

O uso da tecnologia, por meio de satélites, para acompanhar os níveis de desmatamento da floresta, no Estado também continuará sendo utilizado pelo órgão. Entretanto, conforme Mário Lúcio, por enquanto o Ibama não irá utilizar os serviços do satélite japonês Alos, em virtude de algumas falhas técnicas.

“Assim que ele estiver reabilitado, com certeza nós iremos utilizá-lo. Por enquanto iremos continuar com as informações dos sistemas Deter e Prodis, além de seguir as parcerias com o Inpe e o Sivam. Nestes nove anos acompanhando o nível de desmatamento, temos todo o Amazonas mapeado e fotografado”, informa.

Multas
Em relação as autuações, o órgão lavrou 684 autos de infração, o que corresponde a R$ 135 milhões em multas. Boa parte delas são referentes ao desmatamento e a extração ilegal de madeira.

“Infelizmente os Sul do Amazonas ainda aparece como o local de maior incidência de crimes ambientais, em especial o quilômetro 80, da Transamazônica, onde está localizado Santo Antônio do Matupi”, observa.

Além dos 684 autos de infrações, o órgão embargou 153 áreas desmatadas.

Durante as fiscalizações executadas pelo Ibama, muito do material apreendido foi doado a instituições públicas, militares e filantrópicas, no locais em que ocorreram a operação,  contabilizando 27 entidades atendidas por 56 mil metros cúbicos de madeiras em toras – cerradas -, e outras 4 mil toneladas de pescado.   

Mário Lúcio chama a atenção para o fato de que apesar da legislação permitir o leilão do material apreendido, no Amazonas, o Ibama não trabalha com tal possibilidade.

“O leilão acaba por aquecer o mercado clandestino, pois o madeireiro que teve o produto apreendido, por exemplo, pode arrematar tranquilamente o material, além de sair com os selos expedidos pelos órgãos competentes”, explica.