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DNA da Amazônia, nas ações políticas é defendido na Rio +20

Para o secretário de Meio Ambiente de Manaus, Marcelo Dutra, Amazônia deve estar presente no centro de todas as discussões 25/06/2012 às 14:45
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Marcelo Dutra foi um dos palestrantes no painel Carta da Amazônia Brasileira
acritica.com Manaus

Os resultados obtidos até o momento na Conferência das Nações unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20, mostraram-se satisfatórios às autoridades locais, presentes ao evento, especificamente em relação a inserção no texto-base da conferência do parágrafo 136, que reconhece o “importante papel dos governos municipais no estabelecimento de uma visão para as cidades sustentáveis”.

Para o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Marcelo Dutra, essa é uma grande conquista dos governos locais e um consenso entre as Partes seja qual for o  resultado da conferência. Marcelo Dutra, que atuou como palestrante no evento promovido pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma) e Governo do Rio de Janeiro, na Rio + 20, destacou a importância da conquista das autoridades locais e o trabalho incansável desenvolvido por esse segmento.

Ele ressalta que hoje os governos locais formam um dos nove grupos majoritários nas Nações Unidas, com um papel preponderante na construção dos meios de implementação e de financiamento das ações que se seguirão no processo pós-Rio+20.

Segundo Marcelo, a Amazônia tem definitivamente um papel de destaque.

“A construção das políticas deve vir com o DNA da Amazônia”, enfatizou Dutra, falando para autoridades municipais e estaduais no painel Carta da Amazônia Brasileira.

Ele destacou a intensa participação de Manaus no processo como alimentador da visão local para o atingimento de cidades sustentáveis na Amazônia, citando o engajamento em redes de municípios com a reunião inédita dos secretários municipais de Meio Ambiente da Amazônia em Manaus e a redação da Carta das Capitais Brasileiras para a Sustentabilidade, entregue na reunião do C40.

“Acabou-se o tempo em que a tomada de decisões era feita a milhares de quilômetros da Amazônia sem a consulta àqueles que nela vivem”, ressaltou Dutra.

“Hoje fala-se no insucesso do resultado da Conferência mas esquecem-se de dizer que o resultado não vem apenas do texto mas sim do que todos nós queremos. O processo de construção pode ser lento, mas desde 2009, quando realizamos a Cúpula Amazônica de Governos Locais com o tema ‘A inclusão da Amazônia nas Negociações do Clima’ , viemos dando passos concretos e definitivos no engajamento das autoridades locais da região para registrar nosso DNA amazônico nos frutos das negociações”, afirmou.

O assessor de Relações Internacionais da Semmas, Luis Carlos Mestrinho, destaca a participação de Manaus na construção da Carta da Amazônia Brasileira, na Consulta Pública do governo brasileiro para as contribuições do Brasil ao texto-base da Rio + 20 e, finalmente, junto às principais redes de governos locais do mundo nas Consultas Informais das Nações Unidas ainda no processo preparatório da Conferência na sede da ONU em Nova Iorque.