Publicidade
Amazônia
Amazônia

Doutor ensina que mudança climática não é sinônimo de aquecimento global

O especialista Jefferson Cardia Simões, 51, desmistificou conceitos e ideias sobre os fenômenos  ambientais do Planeta  durante  o 35º Congresso Nacional dos Jornalistas, e criticou  valorização ao “catatrofismo” 21/11/2012 às 12:05
Show 1
Especialista em gelo e neve, Jefferson Simões reforça a tese de que a floresta não é o grande produtor de ocig~enio para aatmosfera, função exercida, segundo ele, pelas algas chamadas ftoplânctons
Ana Célia Ossame* Rio Branco /AC

Mudança climática não é sinônimo de aquecimento global e nem de efeito estufa, da mesma forma que as florestas não são o "pulmão do mundo", mas sim o fitoplâncton marinho.

As explicações foram dadas pelo doutor Jefferson Cardia Simões, 51, primeiro glaciólogo (especialista em gelo e neve) brasileiro, professor do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), aos jornalistas durante as atividades do 35º Congresso Nacional dos Jornalistas.

No evento, realizado em Rio Branco, capital do Acre, agora em novembro, o especialista criticou a simplificação considerada exagerada na imprensa da questão da mudança climática, com a valorização do "catastrofismos", ideia negativista disseminada na era do presidente George W. Bush, nos Estados Unidos (EUA) para desacreditar os cientistas.

Jefferson assegurou  não ser o derretimento de gelo da Antártica e da Groenlândia o principal responsável pelo aumento do nível das águas dos oceanos. Segundo ele, é o degelo dos topos das montanhas do Ártico que deve receber atenção, pois isso trará consequências como a mudança de rotas entre a Europa e America do Norte para Ásia e afetará a cadeia alimentar. Esse gelo alcançará, em determinado momento, rios e desembocará nos mares, o que vai aumentar o volume de água.

* A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa