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Estados amazônicos devem se reunir em Manaus para elaborar a Carta da Amazônia para a Rio+20

A Carta Amazônica para a Rio+20 deve reunir estratégias de desenvolvimento sustentável para a região, baseadas nas diretrizes floresta, energia, indústria e serviços, por meio de uma gestão participativa 21/03/2012 às 13:42
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Vista aérea da Floresta Amazônica
Monica Prestes ---

No início do mês de maio, os nove estados da região Norte que fazem parte da Amazônia Legal - Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão – devem elaborar a Carta da Amazônia Brasileira com as estratégias e metas de desenvolvimento sustentável para a região para ser entregue no maior evento climático mundial, a conferência Rio+20, que acontece em junho deste ano, no Rio de Janeiro.

A informação foi divulgada na manhã desta quarta-feira pela secretária de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, Nádia Ferreira, durante o I Encontro de Comunicação Socioambiental do Amazonas, ocasião em que a secretária falou sobre as metas e propostas do Amazonas para a Rio+20.

“Todas as propostas devem estar voltadas para uma economia verde, no contexto do desenvolvimento sustentável e de erradicação da pobreza”, afirmou.

Discussões

De acordo com ela, a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS) defende a realização da Semana de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia rumo à Rio+20, que se trata de uma preparação dos nove estados amazônicos para a conferência mundial.

A semana, segundo Ferreira, seria composta de dois eventos: o primeiro deve ser o Encontro de Desenvolvimento Sustentável dos Estados da Amazônia Brasileira para a Rio+20 e o segundo será o Fórum dos Governadores da Amazônia para a Rio+20. As discussões devem ocorrer entre os dias 30 de abril e 1º de maio, em Manaus, e podem contar com a presença ainda não confirmada da presidenta Dilma Rouseff.

“Queremos realizar o Encontro de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, reunindo os secretários de meio ambiente da região Norte , com  o objetivo de levantar as discussões relevantes sobre a Amazônia e, assim, elaborar a Carta Amazônica para a Rio+20,  com as estratégias de desenvolvimento sustentável para a região, baseadas nas diretrizes floresta, energia, indústria e serviços, por meio de uma gestão participativa”, esclareceu a secretária.

Metas e propostas

Entre as propostas e metas que devem ser levadas pelos estados amazônicos para a Rio+20 está a sugestão da criação de uma agência especial para o Meio Ambiente, além da elaboração de uma agenda sustentável para o planeta para os próximos dez a 20 anos.

Além dessas propostas, os estados ainda pretendem cumprir metas consideradas nacionais, como aprimorar a educação, promover progresso científico e tecnológico, o desenvolvimento rural sustentável, a continuidade das ações de redução do desmatamento e garantir a segurança alimentar e nutricional, o uso sustentável da biodiversidade e o acesso universal à água e energia, com ênfase em fontes renováveis.

“Há por um grande grupo um sentimento de desânimo por acreditar que o Brasil deveria ter metas mais concretas. Por outros, a expectativa pela grandiosidade do evento, que só vai acontecer novamente em 20 anos”, disse Ferreira.