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Estudo avalia padrões alimentares de tartaruga-da-Amazônia

Além dos padrões alimentares, a pesquisa investigou se as tartarugas-da-amazônia atuam no processo dispersão de sementes, por meio do trato gastrointestinal, durante o período da cheia  04/12/2012 às 17:02
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Mestrando Guilherme Malvar da Costa expõe seus estudos sobre a tartaruga da Amazônia
acritica.com ---

Quelônios possuem diferentes estratégias alimentares, que estão relacionadas principalmente ao sexo, idade e disponibilidade de alimentos em ambiente natural. Esta é uma das conclusões da pesquisa de mestrado de Guilherme Malvar da Costa, realizada pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI).

Após avaliar os padrões alimentares da tartaruga-da-amazônia (podocnemis expansa) na Reserva Biológica do Rio Trombetas (Rebio Trobetas), em Oriximiná (PA), durante um período de seca, o mestrando chegou a esta conclusão e a outras  sobre a forma de alimentação dos quelônios que, podem, servir no futuro, às ações de manejo e conservação realizadas na Reserva   

O mestrando explicou que os estudos alimentares foram concentrados no período da seca dos rios. “Durante esse período, as tartarugas-da-amazônia ocupam principalmente as calhas médias e baixas dos rios, apresentando comportamento alimentar predominantemente herbívoro”, ressaltou.

Dispersores de sementes

Já as investigações da possibilidade da atuação das tartarugas como agentes dispersores de sementes foram realizados a partir da recuperação das sementes encontradas no trato digestivo das tartarugas, por meio de lavagem estomacal, regurgitado, peneirado e analisado em laboratório, e pelo conteúdo fecal, onde as sementes recuperadas foram acondicionadas em bandejas de germinação.

Os testes de germinação obtiveram resultados negativos e, para Costa, não é possível afirmar que os indivíduos da espécie analisada atuem como dispersores de sementes na natureza.

Quanto aos padrões alimentares, das onze categorias alimentares encontradas, folhas, sementes e talos estão entre a dieta alimentar mais importante para as tartarugas. O estudo concluiu ainda que não ocorrem diferenças na alimentação em decorrência a diferenciação de sexo ou idade.

A pesquisa foi desenvolvida em parceria com o Projeto Tartarugas da Amazônia, patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental.

O estudo de Guilherme Costa foi orientado por Richard Vogt, pesquisador considerado uma das maiores referências em estudos com quelônios na Amazônia.

Com informações da assessoria de comunicação*