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Estudo identificará vulnerabilidades de ribeirinhos em épocas de seca e cheia no AM

O objetivo  é construir uma rede multidisciplinar de pesquisadores nas áreas ambiental, socioeconômica e de saúde, para avaliar a resiliência dessas populações a eventos hidrclimáticos extremos 19/01/2016 às 18:32
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Os primeiros a receberem as ações do projeto de pesquisa foram os municípios de Maués e Ipixuna, no interior do Amazonas
acritica.com* Manaus (AM)

Pesquisadores das Universidades Federal do Amazonas (Ufam) e de Lancaster, na Inglaterra, com apoio do governo do Estado via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceira com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Universidade Federal do Pará (UFPA), estão desenvolvendo um estudo para minimizar a vulnerabilidade da população do interior do Amazonas durante os eventos hidroclimáticos extremos, como as secas e cheias dos rios da região.

Segundo um dos coordenadores da pesquisa, Naziano Filizola, o objetivo do projeto de pesquisa é construir uma rede multidisciplinar de pesquisadores nas áreas ambiental, socioeconômica e de saúde, para avaliar a resiliência dessas populações, ou seja, a capacidade que elas têm de lidar com os eventos hidroclimáticos.

“Nossa finalidade é determinar como esses eventos de seca ou de cheia dos rios afetam a distribuição e o preço de alimentos para essas pessoas e criar uma rede de cidadãos do interior que possa contribuir, com sugestões de adaptação a esses fenômenos naturais”, disse Filizola.

O estudo está sendo desenvolvido no âmbito do Fundo Newton através de uma parceria entre o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) com diversas academias do Reino Unido. A iniciativa apoia a vinda de pesquisadores britânicos para o Brasil para realização de projetos de pesquisa em conjunto com pesquisadores brasileiros.

Benefício aos ribeirinhos

Os primeiros a receberem as ações do projeto de pesquisa foram os municípios de Maués e Ipixuna, no interior do Amazonas. Os municípios decretaram situação de emergência, em 2015, por conta da cheia dos rios da região.

De acordo com o pesquisador, em um primeiro momento, foi realizado um levantamento de dados dos preços dos alimentos vendidos nessas localidades para identificar as dificuldades enfrentadas, especialmente, nos períodos de seca e cheia dos rios. Após esta etapa, foram realizados seminários para discussão das propostas de iniciativa para solução dos problemas.

A rede de pesquisadores vem sendo construída para sugerir novas propostas de projetos e dar continuidade a iniciativas, que para Filizola, tem como legado formar mestres e doutores que possam estudar a questão da resistência e a forma de adaptação dessa população a eventos hidroclimáticos extremos, contribuindo com a comunidade ribeirinha.

“Estamos analisando os principais problemas que precisam ser assistidos, que precisam ser enfrentados, principalmente pelo poder público e pela própria comunidade. O nosso ribeirinho já tem uma prática de se adaptar a esse tipo de evento, o que a gente está estudando é se essas práticas tem dado algum resultado positivo para as comunidades, durante os últimos eventos extremos que tivemos, pois, assim, poderemos sinalizar para a população algumas ações e ferramentas para que ela possa caminhar e buscar novas alternativas”, afirmou o Naziano Filizola.

*Com informações da assessoria de imprensa