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Evolução biológica é tema de discussão do Geea no Inpa

O professor da USP, Mário Pinna argumenta que “Os professores de biologia do ensino médio precisam de melhor qualificação para explicar a história da evolução de forma mais clara” 22/11/2012 às 19:03
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O professor abordou vários tópicos sobre as compreensões e incompreensões do evolucionismo, entre eles, as teorias de Darwin e Lamark
Fernanda Farias/Inpa Manaus

Na 26ª reunião do Grupo de Estudos Estratégicos Amazônicos (GEEA) no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), nesta quinta-feira (22), os participantes debateram sobre a “Evolução biológica”, com o professor da Universidade de São Paulo (USP), Mário César de Pinna.

O professor abordou vários tópicos sobre as compreensões e incompreensões do evolucionismo, entre eles, as teorias de Darwin e Lamark, o que era aceito na sociedade científica na época e também a teoria da deriva continental.

Segundo o professor, a teoria da deriva continental, a ideia de que continentes tão pesados poderiam se mover, não era bem aceita, entretanto já é bastante discutida em aulas de biologia atualmente. “O fato biogeográfico é dos argumentos mais convincentes da evolução, pois é possível encontrar algumas espécies em todos os continentes, já que antes existia apenas o pangeia. Por isso, os biólogos têm que utilizar mais este argumento dos fatores biogeográficos para falar às pessoas o que é evolução e suas conseqüências”, explicou Pinna.

Divulgação        

O evolucionista acredita que, para que haja uma melhor divulgação sobre a história do evolucionismo, para que a sociedade compreenda de fato o que ela representa, é preciso uma formação acadêmica melhor direcionada aos professores. “As próprias informações que os professores repassam para seus alunos é deficiente, pois eles não conhecem a história da evolução direito”, comentou Pinna.

Sobre o GEEA

O grupo, idealizado pelo pesquisador e diretor do Inpa, Adalberto Val, surgiu em 2007 e é formado por pesquisadores de instituições de ensino, órgãos governamentais e sociedade civil organizada. Visa debater diversas áreas do conhecimento na Amazônia para disseminar à população as inúmeras indagações e informações a respeito das questões ambientais.