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Amazônia
Recursos hídricos

Ex-presidente do Comitê do Tarumã-Açú vai entrar na Justiça pra reaver cargo

Após ter sido destituído da presidência do Comitê da Bacia do Tarumã-Açú pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos no último dia 7, sob o argumento de não ter uma diretoria constituída, o ex-dirigente Sérgio Miranda vai buscar retornar ao cargo via ação judicial 21/03/2018 às 21:49
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O ex-presidente do Comitê da Bacia do Tarumã-Açú, Sérgio Miranda, está no Fórum Mundial da Água, em Brasília / Foto: Reprodução
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Após ter sido destituído da presidência do Comitê da Bacia do Tarumã-Açú pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos no último dia 7, sob o argumento de não ter uma diretoria constituída, o ex-dirigente Sérgio Miranda vai buscar retornar ao cargo via justiça. É o que ele afirmou ontem, durante participação no Fórum Mundial da Água, em Brasília.
A decisão do Conselho paralisou por 60 dias as ações do comitê e foi aprovada com 15 votos a favor. Também foi comunicada a criação de uma Câmara Técnica para elaborar, em até 60 dias, eleição para a escolha da nova diretoria executiva do colegiado, que será integrada por cinco membros, sendo eles representantes da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA). 

“Nós tínhamos constituído um grupo de trabalho provisório para resolver a questão da diretoria no prazo de 60 dias, mas faltando 5 dias pro término do prazo aconteceu a intervenção. Expus a questão para o colegiado do comitê, que considerou a intervenção um retrocesso. Mas o conselho informou que a palavra final é dele. A partir disso, vamos reunir com a assessoria jurídica da bacia do Rio São Francisco, e representantes do Estado da Paraíba, que se colocaram à disposição de nos ajudar, e ver quais ações tomar para retomar meu cargo”, disse Miranda.

“O Comité estava há 6 anos parado e tínhamos que fazer essa atualização de membros. Mas não tivemos como reunir a diretoria após sermos proibidos de receber comunicação e de entrar no local que ocupávamos na sede da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). Nunca obtive qualquer recurso financeiro”, ressalta ele.

Sérgio Miranda está no Fórmum Mundial da Água à convite da organização do evento internacional, palestrando sobre a realidade dos recursos hídricos da bacia amazônica. Na sexta, ele tem agenda no Fórum Nacional de Comitês de Bacias.

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