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Exploração ilegal de carvão natural e trabalho escravo na Amazônia são denunciados pelo Greenpeace

Greenpeace divulgou nesta segunda-feira (14) relatório que aponta irregularidades durante exploração de ferro gusa na região do Carajás 14/05/2012 às 17:03
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O relatório "Carvoaria Amazônia" aponta ainda trabalho semelhante ao de escravidão nessa área
Mariana Lima Manaus

Relatório divulgado pelo Greenpeace aponta exploração ilegal de carvão vegetal, extração ilegal de madeira e uso análogo ao escravo na Amazônia. O documento “Carvoaria Amazônia”, divulgado nesta segunda-feira (14), aponta  irregularidades que acontecem na região do Carajás que compreende áreas do Pará, Maranhão e Tocantins.

Conforme o relatório, realizado tendo como base dois anos de investigação feita pelo Greenpeace, siderúrgicas como Viena e Sidepar negociam com carvoarias irregulares do Maranhão e no Pará que fornecem grandes quantidades de carvão vegetal para alimentar os fornos dos navios que transportam ferro gusa.

O ferro produzido na Amazônia é usado em larga escala em empresas automobilísticas norte-americanas como Ford,  General Motors, Nissen, Mercedes e BMW, além de John Deere, conhecida pelos seus equipamentos agrícolas.

A região do Carajás tem se transformado em pólo de produção de ferro gusa desde a década de 1980 onde mais de 40 altos-fornos foram atraídos para a região pelo governo federal, sendo operadas por 18 empresas guseiras o que tem causado, segundo o relatório, desflorestamento e poluição na área.