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Amazônia
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Exploração sexual infanto-juvenil no interior do AM será investigada pelo MPF

O MPF também vai investigar outras irregularidades no município de São Gabriel da Cachoeira, onde já esteve ouvindo moradores, além de abrir inquérito referente a denúncias de exploração sexual infanto-juvenil 18/09/2012 às 16:05
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Descaso com crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual resultou em procedimento do MPF-AM
acritica.com Manaus

O Ministério Público Federal (MPF) do Amazonas instaurou inquérito civil para investigar denúncias da existência de uma rede de exploração sexual de adolescentes indígenas em São Gabriel da Cachoeira – município localizado a 858 quilômetros de Manaus, conforme reportagem publicada no acritica.com e no jornal A Crítica, no último dia 8 de setembro.

A desestruturação dos órgãos públicos responsáveis pela tutela das populações indígenas naquela região, também denunciada na reportagem será alvo da apuração, segundo o MPF.

Entre os dias 5 e 7 deste mês, o procurador da República Júlio José Araújo Junior se reuniu com diversas entidades da sociedade civil de São Gabriel da Cachoeira para tratar de assuntos referentes aos povos indígenas.

A visita do procurador da República ao município teve por objetivo principal buscar informações e verificar in loco situações apuradas em procedimentos administrativos já em tramitação no MPF-AM, como é o caso da lixeira a céu aberto existente na comunidade Boa Esperança, desde 2004.

Durante a estada no município, o procurador também se reuniu com representantes da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn). A invasão de terras indígenas por empresas de turismo e a relação do Exército Brasileiro com as comunidades foi a principal pauta do encontro.

Na ocasião, o procurador também colheu relatos de pacientes no Hospital de Guarnição de São Gabriel da Cachoeira e conversou com a direção da entidade (HGU-SGC). Júlio Araújo, que é titular do ofício cível do MPF/AM responsável pelas questões indígenas, também visitou a Casa da Saúde Indígena (Casai).

O procurador identificou também outras situações irregulares, como o abandono da Casa de Apoio Yanomami, que serve de abrigo para indígenas da etnia Yanomami que vão a São Gabriel da Cachoeira, além das condições precárias do presídio da cidade e a falta de assistência jurídica aos presos. Todas as informações obtidas serão analisadas para definição das providências a serem adotadas no âmbito do MPF/AM.