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Falta de informação é a maior barreira para a construção civil sustentável no Brasil

De acordo com relações Internacionais e Governamentais do Green Building Council Brasil, Felipe Faria, o empresariado brasileiro e até os órgãos públicos desconhecem os impactos e os custos reais da construção sustentável 23/03/2012 às 19:32
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Workshop Sustentabilidade e a Indústria da Construção Civil no Brasil
Monica Prestes Manaus

A maior barreira para a prática de medidas sustentáveis na construção civil brasileira é a falta de informação. A afirmação foi feita pelo relações Internacionais e Governamentais do Green Building Council Brasil, Felipe Faria, durante o workshop 'Sustentabilidade e a Indústria da Construção Civil no Brasil', realizado na manhã desta sexta-feira no 3º Fórum Mundial de Sustentabilidade, em Manaus.

De acordo com Faria, o empresariado brasileiro e até os órgãos públicos desconhecem os impactos e os custos reais da construção sustentável, e tendem a acreditar que são construções caras, sem compensação econômica.

"A dificuldade é porque a maioria tem uma visão a curto prazo. Muitas dessas técnicas sustentáveis de construção só apresentam suas vantagens a longo prazo. Mas há casos em que essa resposta pode vir em um ano, ou até um mês", explicou.

Para ele, a falta de comunicação entre engenheiros, arquitetos e projetistas inibem práticas mais sustentáveis na construção civil. "E muitas práticas são simples, como reuso da água da chuva, uso de lâmpadas LED ou painéis solares, reciclagem de lixo."

IPTU verde

Faria citou o IPTU verde como um dos exemplos que já estão sendo postos em prática por prefeituras de São Paulo e do Rio de Janeiro, e que devem ser difundidos no resto do Brasil.

Em Guarulhos, os contribuintes podem reduzir o valor do IPTU em até 20% somente adotando práticas sustentáveis, como uso de painel solar, captação de água da chuva, reciclagem de lixo ou o simples plantio de uma árvore. "O poder público compensa práticas sustentáveis com o desconto no imposto."