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Filhote de peixe-boi é resgatado na Reserva Amanã

Um comunitário resgatou o peixe-boi e entregou-o aos cuidados de pesquisadores do Instituto Mamirauá. 20/02/2013 às 19:49
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Filhote foi resgatado com comunitário
acritica.com* Manaus (AM)

Um filhote macho de peixe-boi foi entregue ao Centro de Reabilitação de Peixe-boi Amazônico de Base Comunitária, o Centrinho, do Instituto Mamirauá, na última quinta-feira, dia 14.

O animal foi encontrado flutuando em igarapé da região por um morador local da Comunidade Monte Ararate, Reserva Amanã, município de Maraã, a 634 quilômetros de Manaus.

Segundo a oceanógrafa Miriam Marmontel, coordenadora do Projeto Aquavert, que é desenvolvido pelo Instituto Mamirauá com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental, o morador agiu corretamente ao procurar observar se a mãe encontrava-se nas proximidades.

"Embora considerado vulnerável, e protegido por lei, o peixe-boi continua a ser caçado na região amazônica. Muitas vezes, em situações semelhantes, o animal seria abatido para consumo, ou vendido a algum comerciante. O trabalho de sensibilização do Instituto Mamirauá ao longo dos anos certamente influenciou na decisão do comunitário de transportar o animal vários quilômetros rio acima em sua canoa rabeta." 

Separado da mãe, o filhote, com pouco mais de um mês de vida,14 quilos e 53 cm de comprimento, parece ter sido vítima de algum predador, uma vez que apresenta  o corpo coberto de arranhões e várias mordidas na cauda. 

Para Mônica de Abreu, estudante de veterinária que desenvolve estágio junto ao Centrinho, a rotina do peixe-boi, nos próximas dias, será comer e descansar: "mamadeira de leite em pó de duas em duas horas e alguns medicamentos para auxiliar no processo de cicatrização dos ferimentos; e também observação permanente para verificarmos as variações com a nova dieta".

O Centrinho, cujo funcionamento é autorizado pelo IBAMA, procedeu à liberação, em agosto de 2012, de 5 animais reabilitados. Com a chegada de Vilemar e dois filhotes fêmeas em dezembro, o grupo atual do Centro é de cinco animais. Vilemar permanecerá em quarentena em um tanque à parte dos demais. Após este período e monitoramento de saúde, dentro de alguns meses ele poderá ser transferido para o curral flutuante, e assim ter contato com outros animais de sua espécie. 

Pela pouca idade, Vilemar irá demorar alguns anos para retornar às águas de Amanã. É o que confirma Mônica. "O processo de reabilitação deve durar em torno de dois anos, neste período é importante que ele tenha o mínimo de contato com humanos e passe a se alimentar das plantas nativas dos rios e lagos da região", afirmou.


**Com informações da assessoria