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Gavião-real será tema de palestra no programa "Ciência às 7 e meia"

Ameaçada de extinção, principalmente pelo desmatamento e a caça, a maior águia das Américas está inserida num programa de conservação 24/08/2012 às 15:47
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Ave está inserida em programa de proteção, devido a ameaça de ser extinta
acritica.com Manaus

O gavião-real (Harpia harpyja) será tema do programa “Ciência às 7 e meia”, da próxima quarta-feira (29), a partir das 19h30, no Teatro Direcional, do Manaurara Shopping, localizado no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus. A palestra, promovida pelo Museu da Amazônia (Musa) será ministrada pela pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Tânia Sanaiotti.

Ameaçada de extinção, principalmente pelo desmatamento e a caça, a maior águia das Américas está inserida num programa de conservação que tem entre os seus objetivos acompanhar o desenvolvimento de filhotes em comunidades onde existem ninhos, desenvolver campanhas de proteção e reabilitar os que estão feridos para serem integrados à natureza.

“Desde a criação do Programa Brasileiro de Conservação do Gavião-real, em 1997, por meio da parceria entre IBAMA, ICMBio, Inpe e outras instituições, esse trabalho de acompanhamento e reabilitação dos animais vem sendo realizado, além das campanhas para manter a árvore do ninho e a floresta do entorno em pé”, explica Tânia.

A pesquisadora conta que participam do programa escolas, comunitários, organizações locais e órgãos municipais, que formam a corrente da conservação do gavião-real.

“Os gaviões reais capturados recebem uma anilha do CEMAVE/ICMBio para serem identificados na floresta e também são rastreados por meio de sinais enviados por satélites para saber a distância de dispersão dos filhotes e a área utilizada pelos adultos”, informa.

Mas não só o gavião real integra o programa de conservação. O Uiraçu-falso, também conhecido popularmente como gavião-real-falso (Morphnus guianensis), e o gavião-de-penacho (Spizaetus ornatus), também ameaçados pelo desmatamento e a caça, estão sendo acompanhados pelos pesquisadores do programa de conservação.

Peculiaridades
A ave fêmea pesa entre 6 a 8 kg, enquanto o macho pesa entre 4,5 a 5,5 kg. A ponta de uma asa à outra chega a 2 metros. O gavião-real precisa de árvores muito altas para construir seu ninho, como a castanheira, o angelim ou a samaúma.

Os ninhos do gavião-real possuem quase dois metros de diâmetro. A fêmea põe de um a dois ovos que são chocados durante 58 dias. A cada três anos, é criado um novo filhote de gavião-real que voa pela primeira vez aos seis meses e é alimentado pelos pais até os dois anos e meio de idade.

Sobre a pesquisadora
Tania Sanaiotti possui graduação em Biologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1982), mestrado em Biologia Tropical e Recursos Naturais Ecologia pelo Inpa (1987), doutorado em Biological and Molecular Sciences - University Of Stirling (1996) e pós Doutorado em Nicho potencial de Harpia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe - 2008).

Desde 1987 é pesquisadora titular do Inpa e é anillhadora do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Tem experiência na área de Ecologia de plantas e vertebrados, com ênfase em Ecologia de Savanas Amazônicas, atuando principalmente nos seguintes temas: savana, aves, conservação de espécies ameaçadas e Amazônia.