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Governo do AM defende que Rio+20 dê voz aos habitantes da floresta

Para o governador Omar Aziz, o Brasil tem condições de se posicionar como agente mundial na questão da preservação e não deve apenas participar com ouvinte ou receptor de sugestões de outros países 26/03/2012 às 14:00
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Governador do Amazonas, Omar Aziz, durante sua fala no encontro de governadores da Amazônia, que está acontecendo em Belém (PA)
acritica.com Manaus (AM)

O governador do Amazonas, Omar Aziz, defendeu na manhã desta segunda-feira (26), durante sua fala no encontro de governadores da Amazônia, que está acontecendo em Belém (PA), que a voz dos habitantes desta região do Brasil seja ouvida e os interesses dos povos da floresta sejam defendidos. Este é o primeiro encontro de governadores para discutir uma proposta a ser levada para a Rio+20, conferência que vai tratar da questão ambiental no mundo e acontecerá em junho, no Rio de Janeiro.

Para Omar, o Brasil tem condições de se posicionar como agente mundial na questão da preservação e não deve apenas participar com ouvinte ou receptor de sugestões de outros países.

De acordo com o governador, não dá para falar de preservação da floresta sem priorizar as pessoas que habitam nela. É preciso pensar em soluções práticas que permitam desenvolvimento socioeconômico, ter uma política definida para desenvolvimento sustentável, para que as pessoas tenham uma qualidade de vida melhor, tenham saúde e educação de qualidade, como todo brasileiro.  “O que queremos são decisões práticas, são benefícios para o povo que habita a floresta e que preserva esta floresta, a mantendo de pé,
prestando serviços ambientais para o Brasil e o mundo”.

Entre as propostas a serem encaminhadas pela reunião de governadores está a compensação financeira pela manutenção da floresta em pé, o chamado crédito de carbono. Para isso, o governo brasileiro teria que aprovar a Unidade de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD). A implantação do sistema contribuirá para que as florestas brasileiras sejam vistas como ativos econômicos e, segundo o governador, seria uma forma de
recompensar os caboclos, índios e ribeirinhos do Amazonas que ajudam a manter quase 98% da floresta intacta.

Em meio à discussão e à luta por ganhos, o importante será assegurar melhores condições de sobrevivência ao povo da Amazônia levando em consideração, por exemplo, a especificidade  geográfica da região. “É impossível, ainda, pagar ao Amazonas o mesmo valor dos procedimentos do SUS que se paga em outras regiões brasileiras, quando temos uma geografia totalmente diferente e específica. Assim como deveríamos ter benefícios econômicos, inclusive com a redução dos juros”.

Com informações da assessoria.