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IBGE divulga números do IDS 2012

Um total de 62 indicadores relacionados às dimensões ambiental, social, econômica e institucional foram avaliados na pesquisa, mostrando tanto ganhos, quanto perdas 18/06/2012 às 16:30
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Conforme os dados do IBGE, entre 2009 e 2011, a área desmatada na Amazônia passou de 741,6 mil para 754,8 mil km²
Síntia Maciel* Manaus

Às vésperas dos 115 chefes de Estado e de Governo se reunirem na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), no Rio de Janeiro, para discutirem entre outras coisas, a preservação dos recursos naturais, em meio ao desenvolvimento econômico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou nesta segunda-feira (18), a quinta edição dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS 2012).

A primeira edição da pesquisa foi lançada em 2002.

Um total de 62 indicadores relacionados às dimensões ambiental, social, econômica e institucional foram avaliados na pesquisa, mostrando tanto ganhos, quanto perdas.

No que diz respeito à questão ambiental, 20 indicadores avaliaram as qualidades das águas, terra e ar.

Em relação à dimensão econômica, 12 indicadores dão conta de que houve um aumento na reciclagem, bem como nas fontes não renováveis na produção de energia, como o gás natural (de 8,7% em 2009 para 10,8% em 2010) e carvão mineral e derivados (de 4,7% para 5,2%). Já a participação de petróleo e derivados permaneceu estável, de 37,9% em 2009 para 37,6% em 2010.

Outros 21 indicadores que avaliaram a dimensão social mensuraram a satisfação das necessidades humanas, a melhoria da qualidade de vida e a justiça social.

Amazônia
De acordo com os dados do IDS-2012, a quantidade de focos de calor referentes à queimadas e incêndios florestais, identificados pelos satélites, em 2011, diminui em aproximadamente em 50%, em relação ao ano anterior.

Enquanto em 2011, foram verificados 61.687 pontos, no ano de 2010 foram identificados 133.133 pontos.

A concentração mais extensa e recorrente ocorre no “Arco do Desflorestamento e das Queimadas”, ao sul e leste da Amazônia Legal - Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Maranhão (oeste) e Mato Grosso.

A partir do ano de 2004 observa-se uma tendência de queda no desflorestamento da Amazônia como um todo, com oscilações em alguns estados.

Desde 2004, a área desflorestada anualmente caiu de mais de 25000 km² para menos de 10000 km² atualmente.

Apesar dessa redução nos últimos anos, a área desflorestada se aproxima hoje dos 20% da área florestal original da Amazônia.

Espécies ameaçadas
Ao menos 627 espécies da fauna brasileira estão ameaçadas de extinção, revela a pesquisa, metade delas “vulnerável”, ou seja, com risco de extinção na natureza, a médio prazo. Aves, peixes de água doce e insetos são os grupos de maior risco: 160,142 e 96 espécies ameaçadas, respectivamente (dados de 2005). A flora possui 461 espécies ameaçadas. As espécies arbóreas são as mais vulneráveis, pois, além do desmatamento e das queimadas, o crescimento relativamente lento dificulta a recuperação natural da destruição provocada pela atividade madeireira.

A Mata Atlântica apresenta o maior número de espécies da flora e da fauna ameaçadas de extinção (275 e 269, respectivamente), seguida pelo Cerrado (131 da flora e 99 da fauna) e pela Amazônia (118 espécies da fauna e 24 da flora).

*Com informações do IBGE