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Indígenas serão habilitados no ramo da avicultura e suinocultura no interior do Amazonas

Ação do governo do Amazonas visa dar oportunidade para que as famílias melhorem a qualidade dos produtos e possam inseri-los no mercado local com segurança alimentar e, consequentemente, ter perspectiva de aumento na própria renda. 14/09/2012 às 14:11
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Curso ensinará todo o processo de criação e distribuição da produção
acritica.com Manaus (AM)

Produtores rurais indígenas que vivem em Coari (a 370 quilômetros de Manaus) serão qualificados e habilitados pelo governo do Amazonas para trabalharem com a criação e comercialização de galinhas e porcos no município, por meio do curso de Avicultura Básica e Suinocultura. Destinado a 30 indígenas tikuna da comunidade Paraná do Dururuá, o curso será realizado entre os dias 17 e 22 deste mês, por meio da parceria entre a Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).  

A ação visa dar oportunidade para que as famílias melhorem a qualidade dos produtos e possam inseri-los no mercado local com segurança alimentar e, consequentemente, ter perspectiva de aumento na própria renda. “Na avicultura, os participantes do curso são habilitados a trabalhar com galinha para postura, ou seja, na produção de criação de ovos”, informou o técnico do Departamento de Etnodesenvolvimento da Seind, Zuza Cavalcante, que é indígena do povo Mayoruna.

A atividade em Coari atende a um pedido da Associação do Povo Indígena Tikuna do Paraná do Dururuá (APITPAD) e faz parte das ações da câmara de número 4 do Comitê Gestor de Atuação Integrada entre o Governo do Amazonas e a Fundação Nacional do Índio (Funai), intitulada “Sustentabilidade Econômica dos Povos Indígenas”. “O Senar tem um termo de cooperação técnica com a gente e é uma das 52 instituições que compõem o comitê gestor, o que possibilita que realizemos ações como esta em localidades como Coari”, destacou Zuza.

Em agosto passado, o mesmo curso de avicultura foi realizado na comunidade São Jorge da Ponta da Castanha e beneficiou 30 indígenas tikuna de forma direta, no município de Alvarães (a 538 quilômetros de Manaus).

Certificado

Ao final da capacitação em Paraná do Dururuá, os 30 indígenas beneficiados (entre homens e mulheres) receberão certificado profissional, expedido pelo próprio Senar, que tem validade em todo o território nacional.