Publicidade
Amazônia
Amazônia

Índios acusam conselheiro de ONG de exercer ilegalmente a medicina no Amazonas

Renato de Almeida Souto é conselheiro de uma ONG de Direitos Humanos e de acordo com lideranças indígenas estaria exercendo ilegalmente a Medicina em casas de saúde indígenas 11/12/2012 às 08:51
Show 1
Promotor do Caocrimo, Fábio Monteiro investiga irregularidades em Barreirinha
Jonas santos Barreirinha

Os tuxauas da tribo sateré maué pediram nesta segunda-feira (10), em Barreirinha (município a 331 quilômetros de Manaus), que o Ministério Público Estadual (MPE) acione criminalmente o conselheiro de Direitos Humanos e membro da organização não-governamental Movimento Nacional de Direitos Humanos Regional Amazonas e Roraima (MNDH-AM), Renato de Almeida Souto, por se fazer passar como médico e atender doentes indígenas na Casa de Saúde Indígena (Casai), em Manaus com o registro do Conselho Regional de Medicina(CRM) falso.

Renato, segundo o presidente da União dos Povos Indígenas Mura, Apurinã e Sateré-Maué (Upimas), Warlem Mura, fugiu e agora estaria atendendo pacientes nas unidades de saúde indígenas das cidades de Beruri e Anamã.

“Isso ocorreu entre 2008 e 2009 e temos informações de que ele continua enganando outras pessoas nestas cidades. Não podemos permitir que isso continue a acontecer”, afirmou. As lideranças indígenas também entregaram em reunião com o promotor de Justiça de Barreirinha, Claudio Sampaio Tanajura, um abaixo-assinado contendo a assinatura de mais de 500 índios refutando as denuncias de Renato, publicadas na edição do dia 07 de dezembro do jornal A CRITICA contra a etnia sateré.

As lideranças informaram ainda que o conselheiro já vem sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF). Em carta endereçada ao Ministério Público Renato Souto relatou que as lideranças indígenas e o prefeito de Barreirinha, Mecias Batista Sateré (PSD) estão negociando as terras do povo sateré com narcotraficantes e madeireiros e que os tuxauas incentivam o consumo de bebida alcóolica entre crianças indígenas, nas aldeias.

As denuncias do membro da ONG, cita ainda que o prefeito, superfaturou o valor de obras públicas, desviou verba da educação e da saúde e relaciona a existência de obras fantasmas, dentre as quais uma escola para cegos indígenas na comunidade Galileia II. “Essa denuncia também é falsa. Não existem crianças cegas na comunidade e o que é pior a foto da tal escola, que ele forneceu ao jornal, na verdade é uma casa de farinha”, afirmou o tuxaua da localidade, Demilton da Silva, revoltado com a atuação do conselheiro.