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Lixo de Silves causa sérios problemas ambientais

Há relatos de que a área verde do município São Miguel do Curuçá está sendo consumida não apenas pelo “lixão”, mas também pela queima dos resíduos 14/09/2012 às 08:28
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Lixão do município fica próximo do lago Saracá e da pista de pouso de aviões
Elaíze Farias ---

O despejo de lixo em uma área próxima a sede do Município de Silves (a 200 quilômetros de Manaus) vem causando sérios danos ambientais e problemas de saúde aos moradores das comunidades localizadas nos lagos afluentes do rio Amazonas.

Há relatos de que a área verde está sendo consumida não apenas pelo “lixão”, mas também pela queima dos resíduos.

Na comunidade São Miguel do Curuçá, o consumo da água do lago Saracá foi proibido pela vigilância sanitária, mas muitos ribeirinhos, pela dificuldade de acesso ao produto, acabam bebendo mesmo assim.

Pedro Melo do Nascimento, 48, disse que a poluição da água é causada pelo  lixo despejado na região. Ele afirmou que há casos de pessoas que teriam morrido devido à ingestão da água suja.

“No tempo da chuva escorre tudo para cá. A vigilância proibiu, mas a gente acaba usando a água para tomar banho e lavar louça. Eu bebo água que compro na cidade, mas tem gente que toma daqui mesmo. A gente fica com coceira, corpo todo ‘liso´. Quando a mosca do lixo ataca, a gente nem pode almoçar direito”, relatou Nascimento. .

Outro morador de Silves, que pediu anonimato, afirmou que a ausência de um aterro sanitário vem “estragando” as águas do lago Saracá e outras bacias próximas do rio Amazonas. “A coleta  de lixo é feita na cidade todos os dias. Aí é levado para o lixão porque não tem aterro sanitário na cidade. Os moradores já estão ficando cansados disso”, afirmou o morador.