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'Manaus Moderna' precisa de reformas

No local, até mesmo mureta de proteção está correndo risco de cair em alguns pontos por conta de rachaduras e falta de sustentação 13/10/2012 às 15:46
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Crateras “proliferam” ao longo do calçamento e colocam pessoas em risco
Nelson Brilhante Manaus

Que se tornou regra, administrador público não recuperar obras de antecessores, todos sabem. A Manaus Moderna, obra que chegou para dar cara à cidade e servir de atracadouro dos barcos regionais, passa por uma situação, no mínimo, inusitada. O calçadão e a mureta de proteção do grande muro de arrimo estão cheios de buracos, rachaduras e até rompimentos. Segundo trabalhadores da área, a estrutura nunca sofreu reforma. Nem por parte do seu executor, o atual prefeito Amazonino Mendes, há trinta anos, quando administrou Manaus pela primeira vez. Nenhum assessor ligado ao governo municipal se arriscou a falar sobre o assunto.

Com a proximidade das obras de infraestrutura da cidade para receber jogos da Copa do Mundo em 2014, tanto órgãos do Estado quanto do município, não escondem que estão em compasso de espera pela divisão de tarefas, principalmente no que se refere ao monotrilho e seus alimentadores. Como a área da Manaus Moderna está incluída no macroprojeto do referido sistema de transporte público, a prefeitura prefere esperar pela divisão de responsabilidades entre o município e o Estado.

É difícil imaginar que a área frontal da capital amazonense, com tantas transformações anunciadas até 2014, não passará, no mínimo, por um processo de revitalização.

Hoje, os cerca de dois quilômetros de extensão, desde o Porto de Manaus até a ponte de Educandos, não tem nada que mereça elogios.

Não se consegue caminhar por mais de dez metros sem se deparar com buracos no piso e trechos quebrados da mureta de concreto. Com o aparecimento dos buracos, percebe-se a pouca espessura da pavimentação feita de cimento.

Como alguns dos buracos são verdadeiras crateras, estão servindo de lixeira, principalmente de garrafas pet e latas de cerveja, usados por trabalhadores da área da Feira Municipal e por transeuntes do calçadão. No local, são inevitáveis o mau cheiro e o risco de proliferação de mosquitos.