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Amazônia
Escócia sedia Prêmio St Andrews

Manejo do Pirarucu no Amazonas é reconhecido em premiação internacional

Instituto Mamirauá foi um dos finalistas do Prêmio St Andrews pelo Meio Ambiente, promovido anualmente pela Universidade da Escócia desde 1999. A iniciativa reconhece projetos sustentáveis de conservação desenvolvidos por organizações de várias regiões do mundo 22/04/2016 às 18:11
acritica.com*

Com o projeto “Manejo de Pirarucu”, o Instituto Mamirauá foi um dos finalistas do Prêmio St Andrews pelo Meio Ambiente, promovido anualmente pela Universidade da Escócia desde 1999. A iniciativa reconhece projetos sustentáveis de conservação desenvolvidos por organizações de várias regiões do mundo.

Em 2016, a universidade recebeu cerca de 500 inscrições e selecionou três finalistas. Nos 17 anos que a iniciativa é promovida foi a quarta vez que um projeto da América do Sul chegou à etapa final. A iniciativa Litro de Luz, desenvolvida também no Brasil, foi a vencedora. A cerimônia foi realizada nesta quinta-feira (21).

“Dedico este reconhecimento aos mais de 1.500 pescadores e pescadoras que integram os projetos de manejo assessorados pelo Instituto Mamirauá; a nossa instituição (em todos os seus departamentos) pela seriedade e compromisso com o qual conduz seus trabalhos; e a toda a equipe do Programa de Manejo de Pesca, pelo empenho e dedicação, que tornam possíveis nossa candidatura a projetos e prêmios”, disse Ana Cláudia Torres, coordenadora do Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá.

A pesca de pirarucu foi proibida no Estado do Amazonas em 1996. A partir do ano seguinte, o Instituto Mamirauá iniciou as primeiras pesquisas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá para implementar uma prática sustentável de manejo, o que ocorreu em 1998. Um ano depois, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) aprovou o primeiro projeto de manejo comunitário da espécie.

Com a iniciativa, informa o instituto, houve o aumento médio anual de 25% da população de pirarucu nas áreas de manejo e o aumento anual médio de 29% na renda gerada pela atividade aos pescadores. Além disso, desde o início do manejo, a participação dos pescadores cresceu significativamente: de 42 pescadores em 1999, para 1.407, em 2015, ressalta. O mesmo ocorre com o aumento na produção de 3.200 kg de pirarucus em 1999, para 585.124 kg em 2015; e faturamento de R$10.800,00 em 1999, para R$ 2.533.097,30 em 2015.

Saiba mais sobre o manejo no vídeo abaixo.

*Com informações da assessoria