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Mortalidade de crianças indígenas é duas vezes maior

A estatística aponta que são 52,4 bebês indígenas mortos para mil nascidos vivos; número duas vezes maior que o do restante da população; em três anos o MPF/AM já instaurou 40 inquéritos relacionados à saúde indígena 10/12/2012 às 17:45
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MPF/AM quer ajudar a diminuir a mortalidade de crianças indigenas no Amazonas.
Bruno Strahm Manaus (AM)

O Ministério Público Federal do Amazonas (MPF/AM) publicou nesta segunda-feira (10) uma Carta sobre a situação da saúde indígena no Estado. Tudo faz parte do chamado ‘Dia D’, promovido pelo órgão para chamar atenção da sociedade sobre a questão. Entre os desafios da atuação do MPF está a de tentar criar mecanismos para que a mortalidade infantil de crianças indígenas diminua drasticamente.

A Carta afirma que o índice de mortalidade infantil das crianças indígenas está acima da média nacional. A estatística aponta que são 52,4 bebês mortos para mil nascidos vivos; número duas vezes maior que o do restante da população.

Segundo dados, em três anos o MPF/AM já instaurou 40 inquéritos relacionados à saúde indígena, propondo melhorias no atendimento, na capacitação de mais profissionais e no melhor investimento do dinheiro destinado ao Estado.

Problemas

O procurador Araújo Júnior destacou que o Amazonas possui características únicas por ser o maior estado da federação em extensão territorial, o que torna a logística de ações voltadas à saúde muito difícil.

“A precariedade e inadequação das embarcações que fazem a remoção e o transporte dos pacientes para atendimento médico em hospitais, a falta e o mau uso dos recursos destinados à aquisição de combustível e a carência de médicos e odontológicos nas equipes multidisciplinares completam o cenário da saúde indígena no Amazonas”, disse.