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Municípios afetados pela cheia no interior do Amazonas ainda esperam por ajuda

Prefeituras e Defesa Civil têm dificuldade para alugar balsas e barcos que vão abrigar população de municípios alagados 22/05/2012 às 11:48
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Transferência da população do Careiro deve começar nesta semana
Maria Derzi Manaus

Os municípios do interior do Amazonas mais atingidos pelas cheias dos rios ainda estão se estruturando para realizar a remoção das famílias prejudicadas pela subida das águas.

Apesar da gravidade da situação das vítimas,as discussões sobre falta de recursos estão prolongando o sofrimento da população, que permanece à espera de soluções.

No Município do  Careiro da Várzea (a 29 quilômetros de Manaus), 22,8 mil -- do total de 24 mil  habitantes do município -- foram afetados  pela cheia do rio Solimões, mas a prefeitura ainda está iniciando o processo de retirada de moradores das áreas mais graves.

“Nós ainda vamos fazer um plano de trabalho.Vamos pagar um pouco de madeira que ainda estamos devendo, comprar ranchos, combustível, que é onde a gente gasta mais os recurso. Precisamos de gasolina e diesel para fazer a entrega das sacolas de rancho e levantar os dados sobre a população”, disse o prefeito Raimundo Nonato Silva (PMDB) a propósito da previsão de receber R$ 400 mil do Governo Federal.

Mesmo em estado de calamidade pública, a remoção das famílias das áreas mais graves  só deve ser iniciada nesta quarta-feira (23).

“Hoje (ontem) conseguimos duas balsas, uma para o lago dos Reis e outra para o lago do Marimba para colocar as famílias em barracas da Defesa Civil. E, amanhã (hoje) temos a previsão de conseguir  mais duas para o os lagos de Curuçá e Jacuraru. As balsas serão removidas para os locais a partir de quarta-feira”, disse o prefeito .

Em Caapiranga (a 145 quilômetros da capital),  no baixo Solimões, as casas de 2,2 mil famílias estão alagadas. Apesar de ter recebido 1.038 cartões do programa Amazonas Solidário e 1,6 mil  ranchos, a prefeitura diz que ainda não realizou a retirada da população por falta de ajuda.

“Nesse ano já gastei mais de R$ 250 mil e ainda estou esperando ajuda do Governo Federal”, disse o prefeito, Antônio Ferreira Lima (PMDB).

A assessoria da Prefeitura de Codajás (a 240 quilômetros), no rio Solimões, informou que cerca de 8 mil pessoas,1,6 mil famílias, foram prejudicadas pela enchente desse ano e que 100% da zona rural do município estão tomados pelas águas.

Até agora a cidade não recebeu nenhuma ajuda humanitária por conta do cronograma da Defesa Civil do Estado, conforme informou a assessoria da prefeitura que aguarda a liberação de R$ 150 mil dos recursos do Governo Federal.