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Amazônia
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Pacto da Amazônia divide opiniões de governo e sociedade organizada

Documento oficial  dos governos estaduais da região entrou para os anais da Organização das Nações Unidas 23/06/2012 às 21:56
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Durigan, da FVA, destacou a importância da Cúpula dos Povos na ‘Rio + 20’
Elaíze Farias Rio de Janeiro

Sem o espaço oficial, os movimentos sociais viram na Cúpula dos Povos o espaço para o intercâmbio de ideias e mobilização. A avaliação é do coordenador da ONG Fundação Vitória Amazônia (FVA), Carlos Durigan, que participou do  Fórum Amazônia Sustentável. Como consequência, se fortaleceu as redes de mobilizações no País e no mundo, com o intuito de se firmarem novas posições e se criarem novas agendas futuras. Mobilizações regionais vão surgir.

“Levantamos a questão da agenda positiva da bacia rio Negro, em torno da conservação, dos projetos de desenvolvimento local, na ecogeração de renda, baseada nos produtos não madeireiros”, explicou.  O coordenador da FVA  considerou “irreal” o documento levado pelo Governo do Amazonas à Rio + 20. “É um discurso diferente da prática. Por isso os eventos paralelos estão sendo importantes”, disse ele.

Governo
O Pacto da Amazônia, um extenso compromisso e proposta de demanda, foi a contribuição oficial do Governo do Amazonas. O documento vai fazer parte dos anais da Organização das Nações Unidas (ONU) e será consultado em futuros debates.

“O Amazonas foi à Rio + 20 como um coordenador de todos os outros Estados da Amazônia brasileira. Isto começou no processo do Pacto, que acabamos de entregar para a ONU e a Presidência da República, mas também com a construção do estande em comum dos nove Estados”, disse o coordenador dos fóruns que resultaram no Pacto da Amazônia, João Talocchi, contraditando Durigan.

O Governo do Amazonas ainda assinou um convênio com a organização do oceanógrafo Jean-Michel Costeau, ativista ambiental e presidente da organização sem fins lucrativos, a Ocean Futures Society (OFS). O convênio vai resultar na elaboração de cartilhas para serem distribuídas  em escolas públicas do Amazonas.

Sobre a participação do Amazonas, a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Nádia Ferreira, disse que “superou o planejado”.

“O Amazonas liderou a construção da Carta. Conseguimos contagiar para essa grande mobilização”, disse.

Serviços ambientais
Presente no lançamento do Pacto da Amazônia, o deputado estadual Luiz Castro (PPS)  participou das discussões de serviços ambientais  na Rio + 20. “Estou com foco na questão de serviços ambientais porque vejo que é um instrumento que pode dar resultados mais objetivos para a preservação do interior”, disse Castro. Para ele, este é o caminho para as populações alcançarem uma renda melhor.