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Pescadores-AM participam do lançamento do Plano Safra da Pesca e Aquicultura

Presidente da Federação dos Pescadores do Estado do Amazonas, Walzenir Falcão, espera que o programa ajude na busca de mercados internacionais e no fim do desperdício do produto, no período da entressafra.      25/10/2012 às 18:26
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A ministra Gleisi Hoffmann, a presidenta Dilma Rousseff, o presidente da Câmara, Marco Maia, e o ministro Marcelo Crivella, participam da cerimônia de lançamento do Plano Safra da Pesca e Aquicultura, no Palácio do Planalto
acritica.com ---

A Federação dos Pescadores do Estado do Amazonas  e 15 representantes de Colônias de Pescadores dos municípios do Amazonas  estiveram no Palácio do Planalto, na manhã desta quinta-feira, 25, no lançamento do programa Plano Safra da Pesca e Aquicultura  pela presidente Dilma Rousseff, que visa ampliar a produção  nacional de pescado para 2 milhões de toneladas ao ano, até 2014.

O Presidente da Federação dos Pescadores do Estado do Amazonas (Fepesca), e vice-presidente da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores, Walzenir Falcão, espera que o programa ajude não só na melhoria das condições de trabalho e de infraestrutura como também na busca por mercados internacionais

Segundo ele, no Amazonas são aproximadamente 230 mil pessoas que trabalham  e vivem do setor de pesca e que aguardam com expectativas o lançamento do programa. De acordo com Walzenir Falcão, o Amazonas é o segundo estado do Norte,  depois do Pará, em mão-de-obra pesqueira.  Segundo ele, a federação conta atualmente com 90 mil pescadores, registrados, mas, este número chega a 200 trabalhadores se computados os ribeirinhos. Estudos recentes feitos pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) apontam 230 mil trabalhadores. “Pelos dados da Ufam, são 230 mil pessoas que vivem desse setor no Estado atualmente”, disse.

Embora  seja detentor do terceiro Produto Interno Brasileiro (PIB) de Pesca, responsável por  um terço da produção nacional,  o setor no Estado do Amazonas ainda é carente e dependente de investimentos em infra- estrutura.

De acordo com Falcão as demandas do setor no estado  ainda giram em torno de investimento em infraestrutura, uma fábrica de gelo; túnel de congelamento, câmera frigorífica e  a conclusão do terminal pesqueiro da cidade de Manaus.

Além destas demandas, há a necessidade de renovação  das embarcações pesqueiras com mais de 20 30 e até 50 anos  de uso.  São mais de 1.200 registradas em todo o Estado que precisam ser reformuladas.

Mercado internacional e fim do desperdício

Com a valorização do setor,  Walzenir Falcão,  espera que o Estado possa  voltar-se  ao mercado internacional e acabar de vez com a questão do desperdício  no período da  entressafra, quando toneladas de peixes são jogadas no lixo por falta de condições de armazenamento do produto.  “Tendo recursos para aplicar no setor, teremos condições para estocar no período da entressafra e manter um estoque regulador para abastecer a população”, disse Walzenir Falcão.