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Pescadores comemoram pesca de pirarucu manejado em Fonte Boa

A atividade foi iniciada este ano e o processo tem acompanhamento técnico. Foram capturados mais de 200 peixes e, comunidades do Solimões do Meio e Maiana, vem sendo beneficiadas. 21/11/2012 às 18:21
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O Batalhão Ambiental está intensificando as fiscalizações em feiras da cidade para coibir a venda de pescado e carnes de caça sem procedência
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Agricultores familiares do lago Jenipapo, no município de Fonte Boa (a 678 km de Manaus), realizaram no período de 16 a 18 deste mês de novembro, a pesca de pirarucus, autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, depois que o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas – Idam passou a fazer o acompanhamento do manejo no local. A meta foi atingida com a captura de mais de duzentos peixes.

A atividade iniciou este ano de 2012 e vem beneficiando dois setores (Solimões do Meio e Maiana) formado por onze comunidades (Mapurilândia, Monte Cristo, Porto Pirum, São Sebastião, Nova Jerusalém, São José, Rumão, Porto Novo, Terra Nova, Monte Horebe e Cuiabá). Foram retiradas aproximadamente 51,3 toneladas de pirarucus, nos dois setores.

De acordo com a gerente da Unidade Local (Unloc) do Idam, Maria Oliveira, há aproximadamente 110 pescadores envolvidos com a atividade de despesca nos dois setores. A atividade é toda acompanhada pelos técnicos do Instituto.Grande parte da produção de pirarucu tem destino certo, ou seja, é comprada por empresários de Manaus. Mas, o Idam pretende aumentar as vendas no próprio município e já planeja para o ano de 2012 uma Feira específica para venda de pirarucu manejado, como forma de atrair os consumidores locais.

Conforme a gerente, a feira não será a única atividade, a Unidade Local do Idam, também programou, para o ano que vem várias atividades de Assistência Técnica e Extensão Rural - ATER voltadas para o manejo do pirarucu, como Oficina de Organização comunitária; Cursos sobre Manejo da Pesca, Qualidade do pescado (manuseio e conservação); Método de contagem de pirarucu; Educação para o manejo, salga e secagem do pirarucu, entre outras que, inclusive, já estão incluídas no Plano Operativo – PO/2013.

Para o Presidente da Associação do Setor Solimões do Meio, Belém de Souza, a realização da feira é um sonho para os comunitários. “Por não termos logística para a comercialização do pirarucu no município, ficamos muitas vezes “refém” dos compradores que chegam a não pagar o preço justo pelo quilo do peixe manejado”, disse ele, ressaltando que a assistência técnica do Idam é de extrema importância para que os pescadores deem continuidade à atividade do manejo sustentável.


*Com informações da assessoria de comunicação