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Pesquisa identifica o uso correto de chás e plantas medicinais

Estudante diz que há plantas de espécies muito parecidas, mas cada uma possui uma propriedade medicinal diferente 06/02/2012 às 17:11
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Estudo avalia os benefícios de plantas para a saúde, como é o caso do boldo
acritica.com Manaus

Um grupo de estudantes do Ensino Médio desenvolveu um projeto para identificar o uso racional de plantas medicinais. O estudo vem sendo desenvolvido na Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), localizado na zonal sul.

O projeto da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic Jr) que visa à inserção de estudantes no campo científico.

De acordo com a estudante e bolsista de iniciação científica Amanda Pêgo, o projeto teve como objetivo informar a população sobre os reais benefícios que cada chá oferece, em especial, de plantas mais conhecidas como cidreira, arruda, boldo, entre outras.

Amanda Pêgo ressalta que existem várias plantas de espécies muito parecidas, mas cada uma possui uma propriedade medicinal diferente que o uso incorreto de chás pode até comprometer a saúde do usuário.

“Muitas vezes, as pessoas sentem algo e recorrem aos chás, simplesmente, porque alguém indicou dizendo que faria bem mas, na verdade, cada chá possui uma propriedade específica e um benefício, então é preciso saber se realmente o chá serve para aquilo que a pessoa está sentido”, declarou Pêgo.

Feiras

O trabalho realizado sob a coordenação da professora Socorro Freitas contou com a participação de alunos que realizaram pesquisas bibliográficas e de campo, visitando feiras da cidade de Manaus para verificar como são comercializados os produtos. A professora revelou que o estudo identificou muitos locais que vendem os chás ou as plantas medicinais de forma inadequada.

“Visitamos várias feiras por serem os pontos fortes de vendas de chá, percebemos que algumas pessoas possuem conhecimento, mas outras além da falta de higiene não possuem domínio nenhum sobre a finalidade que cada planta possui”, ressaltou a professora.

A pesquisa teve início em 2010 e foi finalizada em setembro de 2011 e contou com a participação de quatro alunos bolsistas de Iniciação Científica (IC) e três alunos voluntários. Freitas destacou  que o projeto ajudou os estudantes a desenvolverem o lado científico e que eles se mostraram bastante empolgados com a realização da atividade na escola.