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Pesquisa sobre germinação de sementes pode auxiliar comércio de plantas da várzea na Amazônia

As informações analisadas podem auxiliar nas atividades de manejo realizado na Reserva Mamirauá e contribuir para o entendimento da dinâmica das florestas de várzea , que apresentou uma redução de 70% do número de árvores exploradas entre 1993 e 2000 16/03/2012 às 11:09
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Pesquisadores do Grupo de Pesquisa em Ecologia Florestal do Instituto Mamirauá concluíram a análise de cerca de 20 mil sementes de espécies de árvores das florestas de várzea, como parte integrante do estudo "Germinação de Sementes, Emergência e Recrutamento de Plântulas".  

De acordo com a bióloga e doutora Auristela Conserva, as informações analisadas podem auxiliar nas atividades de manejo realizado na Reserva Mamirauá e contribuir para o entendimento da dinâmica das florestas de várzea, que apresentou uma redução de 70% do número de árvores exploradas no período de 1993 a 2000.

Desde 2010, a pesquisa busca identificar características relacionadas ao comportamento de sementes da várzea, como velocidade, frequências de germinação, tipos morfológicos e padrões da fase jovem dos vegetais estudados, denominada como plântula.

No total, oito espécies foram estudadas, entre elas o assacú (Hura crepitans), utilizado como boia para flutuantes, o mulateiro (Calycophyllum spruceanum) e a Piranheira (Piranhea trifoliata), ambos empregadas na construção civil.

Além da utilidade para o manejo praticado na Reserva Mamirauá, os dados sobre germinação estão próximos de se transformar em um protocolo, no caso do mulateiro, a ser oficializado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), conhecido como Regras para Análises de Sementes.

O estudo para o protocolo, realizado pela Universidade Federal de Uberlândia, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com Instituto Mamirauá oferece subsídios para a fiscalização do comércio de sementes florestais, que é ainda pouco praticado no Brasil.