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Pesquisadores da UEA estudarão efeito do gás metano na baixa atmosfera da floresta amazônica

O metano é considerado um dos maiores causadores do aumento do efeito estufa 10/02/2012 às 12:03
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Floresta da RDS do Uatumã será uma das áreas de pesquisa
acritica.com Manaus

Projeto da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) aprovado em dezembro de 2011 vai realizar fazer uma avaliação da influência do gás metano em áreas de floresta nativa e desmatada na Amazônia.

O projeto, no valor de R$ 86 mil, foi aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Segundo a coordenadora do projeto, Rosa Maria Nascimento dos Santos, o gás metano é o segundo gás que mais contribui para o aumento do efeito estufa. Ela conta que o desafio é tentar determinar e quantificar como as atividades humanas modificam a estrutura da Camada Limite Atmosférica (CLA) e as consequências disto para o transporte e aumento da concentração dos gases do efeito estufa, em especial o Metano.

“Estes processos ainda não são bem compreendidos, sobretudo em regiões de floresta tropical, como a Amazônia”, afirma Rosa Maria. O CLA é a parte mais baixa da atmosfera que está em contato direto com o homem no transporte do gás metano.

A área de pesquisa em floresta nativa está localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, na cidade de São Sebastião do Uatumã (a 246 quilômetros de distância de Manaus).

Já a pesquisa referente à floresta desmatada está localizada na cidade de Humaitá (591 quilômetros de distância de Manaus), região em expansão urbana devido às obras da BR-319 e da possível construção de uma hidrelétrica no Rio Machado.

Balão

Para a realização do estudo será utilizado um sistema de sondagem atmosférica, composto por uma sonda meteorológica presa por um extenso cabo em um Balão Cativo - balão de hidrogênio ou hélio.

A sonda fará uma leitura dos dados referentes à pressão atmosférica, temperatura, umidade relativa do ar, velocidade e direção do vento nos primeiros 500 a mil metros da CLA. A coleta de material será feita durante cinco dias contínuos tanto no período chuvoso, quanto no período de seca.

Executado pela UEA em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena - USP) e Universidade e Centro de Pesquisa Wageningen UR da Holanda, a equipe que atuará no projeto é composta por dez pessoas, que iniciarão as atividades no segundo semestre de 2012.

As informações são da assessoria de comunicação da UEA.