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Cotidiano, astronomia, Planetas, Vênus, Júpiter, Céu, Lua, Observatório Nacional, Constelações

Planetas poderão ser vistos a olho nu, pela manhã

Conjunção planetária entre Vênus, Júpiter e a estrela Aldebaran poderão ser vistos com mais facilidade na região Norte 10/07/2012 às 17:39
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Programa Stellarium faz uma projeção de como será vista a conjunção Vênus, Júpiter, Aldebaran e Lua, no próximo dia 15 de julho, por volta das 4h30
acritica.com Manaus

Até o próximo dia 20, uma conjunção planetária entre Vênus, Júpiter e a estrela Aldebaran – a super gigante vermelha e a mais brilhante da constelação de Touro – poderá ser vista a olho nu, entre às 4h30 e às 6h.  

“Dizemos de modo geral que uma conjunção ocorre quando os astros estão angularmente próximos no céu, ou seja, na mesma direção. Eles poderão ser vistos no horizonte nascente, isto é, no lado leste, onde “nasce” o Sol, No entanto, eles estarão com pouca elevação”, explica o professor Jair Barroso, do Observatório Nacional.

Segundo Barroso, as regiões mais próximas do equador, como, por exemplo, o Norte do país, poderão ver o fenômeno com mais facilidade. Ele explica que o fator longitude afeta o melhor horário para se observar a conjunção.

“Tomando como referência a hora de Brasília (fuso de 3h), cidades da costa nordeste assistirão bem aos astros entre 4h30 e 5h. Já as cidades a oeste do meridiano de Brasília, e dentro do mesmo fuso horário, verão melhor um pouco mais tarde, entre 5h30 e 6h”, esclarece.

O professor ainda ressalta que o horizonte nascente precisar estar livre de obstáculos, como, por exemplo, edifícios e morros.

“Sugiro que todos os educadores e estudantes acompanhem o fenômeno até mesmo após o dia 15 de julho, pois o evento é extremamente didático. Além de despertar o interesse pela ciência, a observação desse acontecimento permite uma melhor compreensão em relação aos movimentos da Terra e dos astros no Universo. Além disso, todos assistirão a um verdadeiro espetáculo ao ver a “dança” dos dois planetas com seus "colegas" celestes – incentiva.

O astrônomo e professor adjunto do Instituto de Física da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Dr. João Batista Garcia Canalle, explica que Vênus e Júpiter, durante alguns dias, vão formar uma linha reta com Aldebaran.

Na mesma direção, mas do lado oposto à estrela e mais próximo de Júpiter, os mais atentos poderão se deslumbrar com a beleza das Plêiades, grupo de estrelas da constelação de Touro. E bem à direita da conjunção, poderão ver as famosas Três Marias da constelação de Órion.

“Os mais felizardos serão os moradores de pequenas cidades ou zonas rurais, já que as luzes das cidades grandes ofuscam o brilho dos astros”, lembra.

Canalle enfatiza ainda que esses dois planetas são os mais brilhantes do sistema solar. Vênus é o que mais se destacará no céu. Júpiter terá um tom ligeiramente amarelado e estará num ponto mais alto em relação aos outros astros da conjunção. E no dia 15, em especial, terão a ilustre companhia da Lua em fase minguante.

“Ela terá uma luz bem cinzenta. Isso é causado pelo reflexo da luz do Sol na Terra. E com a presença dos planetas e da brilhante Aldebaran, o céu terá uma beleza única”, reforça o astrônomo e coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), que já alertou a todos os professores e escolas participantes da OBA sobre o fenômeno.

Ainda segundo Barroso, no dia 21 de agosto, também poderá ser vista a conjunção entre Marte, a estrela Espiga (15ª estrela mais brilhante) e Saturno.

“Eles estarão próximos no céu, porém no lado do poente, ao anoitecer, e também poderão ser vistos a olho nu perto da Lua crescente, formando, assim, um quadrilátero”, explica.