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Projeto incentiva prática da meliponicultura em comunidades rurais do AM

O projeto contou com a participação de agricultores que receberam cursos de capacitação voltados para o manejo técnico deste tipo de abelhas, atividade conhecida como ‘meliponicultura’ 14/12/2012 às 10:31
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O projeto contou com a participação de agricultores que receberam cursos de capacitação voltados para o manejo técnico deste tipo de abelhas
A Crítica.com Manaus, Am

Os benefícios da produção de mel das abelhas jandaíra ou urucu-boca-de-renda, conhecidas como abelhas sem ferrão da espécie ‘Melipona Seminigra’, em conjunto com a preocupação ambiental, fizeram com que o técnico do Grupo de Pesquisa em Abelhas (GPA), Hélio Vilas Boas, realizasse em seu projeto de mestrado estudos sobre a indução de colmeias em propriedades rurais com orientação da pesquisadora Gislene Zilse do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA).

A pesquisa teve início em setembro de 2010 e verificou a capacidade de reprodução induzida de colmeias deste tipo de abelhas, usando dois processos de multiplicação e de quatro tipos de alimentação suplementar. Foram instaladas e monitoradas 40 colmeias matrizes no Ramal do Brasileirinho, localizado no bairro do Puraquequara, Zona Leste de Manaus. O resultado alcançado no final da pesquisa, que terminou em novembro de 2011, foram de 97 novas colmeias, totalizando 137 no Meliponário, como é chamada a coleção de abelhas sem ferrão.

O projeto contou com a participação de agricultores que receberam cursos de capacitação voltados para o manejo técnico deste tipo de abelhas, atividade conhecida como ‘meliponicultura’ e é financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).


As abelhas produzem seus próprios alimentos, os quais servem também para alimentação humana: mel e pólen. O excesso destes produtos pode ser extraído de uma colmeia para serem comercializados e este mel pode render de dois a três litros por colmeia/ano e chega a ser vendido por até R$ 80.

“A importância da produção não está só na geração de renda, mas também na nutrição que o mel pode acrescentar na alimentação dos produtores. Já o pólen, um produto mais nobre que o mel, é escasso na região, precisando de maior produção para atender a demanda”, explica Vilas Boas.

Vilas Boas salienta ainda a importância da ‘meliponicultura’ para a preservação ambiental: a atividade se torna uma reação em cadeia para a conservação do ambiente, pois o agricultor não precisará mais derrubar árvores para obter mel,  além de não usar produtos químicos.

Projeto

Neste ano ainda estão sendo desenvolvidas etapas de produção de mel e boas práticas de colheita e armazenamento, além da comercialização, tudo isso, em parceria com outros pesquisadores e grupos de pesquisa como a Nodesta-Reforestation & Education e o Grupo Ambiental Natureza Viva (GRANAV).