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Amazônia
Assalto embarcações

Quadrilha de assaltantes ataca embarcações no rio Negro e aterroriza zona rural do Amazonas

Onda de assaltos passou a ocorrer há um mês, em comunidades da região do rio Cuieiras, afluente do Negro, próximo de Manaus 19/12/2012 às 08:52
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Moradores de comunidades que ficam às margens do rio Cuieiras querem providências para reduzir o número de assaltos
Elaíze Farias ---

A série de assaltos violentos contra ocupantes de embarcações na região do rio Cuieiras, afluente do rio Negro, na Região Metropolitana de Manaus, que vem ocorrendo há um mês, levou um grupo de 12 lideranças de comunidades rurais a pedir providências da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP), em audiência realizada ontem. A comissão formada pelas lideranças pede investigação e policiamento na região.

Os comunitários afirmam que uma quadrilha está atuando na área, embora a abordagem seja feita por apenas três homens. As vítimas são pescadores, agricultores, trabalhadores de balsas e até turistas. Em um mês, pelo menos 15 embarcações e 30 pessoas já foram abordadas e atacadas. Há suspeita também de que alguns dos assaltantes estão se infiltrando, disfarçados de pescadores, para atacar os moradores das comunidades, também em terra.

 “Os assaltantes levam tudo que tiver ao seu alcance. Motor, rabeta, gasolina, bote. Vão arrastando tudo. Atacam empregados de balsas de seixo e já houve caso de muitos ficarem amarrados. Eles usam sempre um bote com motor de 30HP. São sempre as mesmas pessoas. Ultimamente eles andam deixando recado, dizendo onde farão os futuros assaltos. Há até listas de próximas vítimas”, disse um morador indígena da comunidade Três Irmãos.

Levantamento

Para o morador, os bandidos migraram de Manaus, onde reduziu a criminalidade devido à ação do policiamento do programa Ronda no Bairro, para a zona rural. “Eles encontram mais facilidade porque não há vigilância na margem do rio. É mais fácil do que na cidade. Por isso a gente pede um policiamento fluvial nas comunidades”, disse.

“A gente quer de volta o projeto de Agentes Sociais Rurais nas comunidades, que foi desativado há três anos pelo governo. Eles faziam um trabalho de prevenção, mas o projeto não existe”, disse um dos moradores.

Entre as comunidades rurais que estão sendo alvo dos assaltantes estão Bela Vista do Jaraqui, Santa Maria, Pagodão, Solimõezinho, Três Unidos, Nova Canaã, Sebastão, Taiaué, Tatu, Arara e Santa Maria.

A assessoria de imprensa da SPP informou, em nota, que após reunião com o secretário-adjunto da SSP, delegado Francisco Sobrinho, o órgão irá fazer, “ainda neste ano” , um levantamento sobre os fatos relatados pelos ribeirinhos.  Sobrinho afirmou que a SSP também vai fazer ações ostensivas para combater os crimes de roubo e furtos.