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Região Sul do Amazonas concentra a maioria dos garimpos ilegais registrados pelo Ibama

No primeiro semestre deste ano, o órgão autuou 27 proprietários de áreas de garimpagem irregulares. As multas somaram R$ 250 mil 26/07/2012 às 07:20
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Garimpagem no Sul explica-se pela proximidade com província do Tapajós
jornal a crítica Manaus

Os Municípios de Novo Aripuanã, Manicoré e Apuí, no Sul do Amazonas, concentram  as principais áreas invadidas para atividades garimpeiras, aponta o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). No primeiro semestre deste ano, o órgão autuou 27 proprietários de áreas de garimpagem irregulares. As multas somaram R$ 250 mil.

Há uma semana, por exemplo, o Ibama desativou o garimpo irregular Palmares, no Sul do Amazonas, a aproximadamente  230 quilômetros da sede de Apuí. A área explorada estava localizada na rodovia BR-230, a  Transamazônica, fronteira entre o Amazonas e o Pará.

De acordo com o Ibama, diversas denúncias foram feitas contra a exploração e extração ilegal de ouro naquela região, e que vinha causando grande degradação e dano ambiental na região. A atividade garimpeira estava sendo praticada desde 2007. Os proprietários não foram encontrados, mas já foram identificados pelo órgão.

Segundo o secretário executivo adjunto de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos do Amazonas, Daniel Nava, no Sul do Estado é comum a prática irregular das atividades garimpeiras nessa região pois está próxima da província ourífera do Tapajós, no Pará, mas que a secretaria tem feito o acompanhamento da fiscalização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) para combater o aumento desse tipo de crime que pode penalizar o responsável com multas entre R$ 500 e R$ 10 mil, além de detenção.

“Nós estamos acompanhando o Eldorado do Juma desde 2006, mas também monitoramos  a fiscalização de outras áreas da região. As cooperativas interessadas em explorar regularmente a atividade garimpeira deve procurar a secretaria, bem como buscar licenciamento no Instituto de Proteção Ambiental e no DNPM”, esclareceu Nava.

Na região do Sul do Amazonas, apenas o Eldorado do Juma é reconhecido como área de atividade garimpeira regular. A área pleiteada pela Cooperativa Extrativista Mineral Familiar do Rio Juma (Cooperjuma) é de 10 mil hectares, área comparada a de dez mil estádios de futebol.

Matupi
No mês passado, o Ibama realizou uma ação de fiscalização na rodovia Transamazônica (BR-230) no distrito de Santo Antônio do Matupi, conhecido como Km 180, no município de Manicoré, e desativou um garimpo ilegal na região.

Fiscalização
A atividade garimpeira na área de Matupi já havia sido embargada no ano passado pelo órgão ambiental e voltou a funcionar clandestinamente. O lugar foi novamente fiscalizado e os atos ilegais foram interrompidos pelos agentes do Ibama.