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Reutilização de casca de castanha rende prêmio em concurso Jovem Empreendedores Florestais

Cerca de 16 projetos foram submetidos ao Concurso, promovido pelo Idesam, nas categorias Planos de Negócios Florestais e Usinas de Beneficiamento 14/07/2014 às 08:47
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O estudante José Eudes Alexandre, 33, propõe, em seu projeto sustentável, que a casca da castanha seja reutilizada em decoração, canteiros e jardinagem
Ana Celia Ossame ---

Um projeto visando o aproveitamento de casca de castanha em produtos de artesanato e decoração do Município de Lábrea (a 703 quilômetros de Manaus) será um dos premiados no Concurso Jovens Empreendedores Florestais em evento a ser realizado amanhã no auditório da Reitoria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), na Avenida Djalma Batista, a partir das 15h. Promovido pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam).

O concurso prevê a submissão de propostas em duas categorias: Planos de Negócios Florestais, relacionados com atividades da cadeia primária (extração, comercialização, produção e manejo), e Usinas de Beneficiamento de Produtos Extrativistas, abordando desde a recepção da matéria-prima até o envase e armazenamento.

No total, 16 projetos foram submetidos ao concurso nas categorias Planos de Negócios Florestais e Usinas de Beneficiamento. Dos seis vencedores, quatro foram de estudantes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um do Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (Inpa) e um Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Campus Lábrea.

PREMIADOS

Na categoria Negócios Florestais, o primeiro colocado foi Gilmar Claro de Carvalho, da Comunidade Boa Esperança em Manicoré, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o segundo foi Ives San Diego de Amaral Saraiva, da Ufam de Manaus e o terceiro lugar foi de Sulliane Paixão, também da Ufam de Manaus. Já na categoria Usina de Beneficiamento, o primeiro colocado foi José Eudes Alexandre, do Instituto Federal de Educação do Amazonas (Ifam) de Lábrea, o segundo foi Valdiek da Silva Menezes, da Ufam de Manaus e Yuri Wanick, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O estudante José Eudes Alexandre, 33, inspirou-se no aproveitamento da casca da Castanha do Brasil, da qual o Município de Lábrea é grande produtor, para propor o uso como decoração em canteiros e jardinagens, além de outros tipos de decoração. “Como não tem utilização nenhuma, é comum o descarte desse material no meio ambiente, o que é uma preocupação”, explicou.

Estudante do primeiro ano do curso de Técnico em Floresta, Eudes disse ter fotos de locais onde as cascas são lançadas, depois da retirada do fruto e sugere que a prefeitura possa realizar ações para resolver este problema ambiental. Segundo ele, estimativas dão conta de que para se deteriorar no meio ambiente, a casca da castanha dure pelo menos cinco anos. “Acho que pelo volume de dejetos desse produto, projetos como o nosso têm grande importância e podem contribuir com o aproveitamento das cascas”, finalizou.