Publicidade
Amazônia
Amazônia

Rio Solimões está a menos de 30 centímetros de bater o recorde histórico de maior cheia

Seis bairros e 29 comunidades ribeirinhas do Município de Tabatinga foram atingidos pela subida da água, totalizando 3.680 pessoas afetadas na região 28/04/2015 às 15:10
Show 1
Em Benjamin Constant, no rio Javari, a situação é de emergência e população recebe ajuda do governo
Jornal A Crítica ---

A cheia do rio Solimões medida no Município de Tabatinga (a 1.108 quilômetros de Manaus) pode bater, nessa semana, o recorde histórico registrado em 1999, quando atingiu a cota de 13m82. No domingo, a cota chegou a 13,54m, apenas 28 centímetros abaixo da maior cheia. Seis bairros e 29 comunidades ribeirinhas foram atingidos pela subida da água, totalizando 3.680 pessoas afetadas na região.

A dona de casa Vanderléia Peres,29, moradora do bairro Guadalupe é uma delas. Ela e todas as famílias da área urbana já foram atendidas com a ação humanitária do Governo do Estado. “Passamos por isso há 10 anos e por isso dependemos da ajuda do Estado”, diz.

Em Benjamim Constant, das 61 comunidades da área rural, 51 foram atingidas. Dos nove bairros, oito estão alagados. Parte do município vive do comércio. Roberto Dias, 48, contabiliza os prejuízos. “O dinheiro que temos é para comprar madeira e subir a casa. Para o restante contamos com a ajuda do governo que é sempre bem vida”, disse o comerciante.

Onze famílias que ficaram desabrigadas na cidade foram realocadas em dois abrigos humanitários. No local, elas recebem refeições diárias, assistência médica e social da Prefeitura. O Estado entra com cestas básicas, colchões, redes, fraldas e kits de higiene. “Tenho oito filhos. Meu marido e eu estamos trabalhando, mas receber essa ajuda é um grande reforço”, garantiu Gesila Ramos, 48, que está com a família em um dos abrigos.

Por conta da forte enchente na região do Alto Solimões, o intensificou neste fim de semana o atendimento nos municípios de Tabatinga e Benjamin Constant, que estão em Situação de Emergência por conta da cheia.

“A ajuda é importante porque permite que as prefeituras mantenham a logística de atendimento as famílias que neste momento estão com o orçamento comprometido”, afirmou o Secretário da Defesa Civil, Roberto Rocha.