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Sebrae-AM mapeia óticas do estado

Órgão identificou 170 delas em Manaus, em sua maioria microempresas e concentradas no Centro da cidade 13/03/2012 às 07:49
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Setor apresentou expansão em Manaus, nos últimos cinco anos, atraindo as grandes empresas brasileiras do ramo
Cimone Barros ---

Com o aumento do poder aquisitivo das classes C e D e a crescente preocupação da população brasileira com a estética e a saúde, o setor de óticas teve um crescimento de 68% no faturamento nos últimos cinco anos no País, atingindo R$ 15,8 bilhões, em 2010. Esse resultado se refletiu em Manaus, onde o setor possui 170 óticas, a maioria concentrada no Centro da cidade (43%). Do total, 61%  são microempresas, 58% estão há mais de dez anos no mercado e 54% faturam entre R$ 36 mil e R$ 120 mil ao ano.

Os dados fazem parte do “Estudo setorial: comércio varejista de óticas em Manaus”, elaborado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amazonas (Sebrae-AM). A finalidade é analisar o potencial estratégico dos negócios como subsídio e apoio técnico para a tomada de direcionamento de ações por parte do Sebrae, com vistas ao desenvolvimento do segmento.

Reunião

Este mês já terá uma reunião com as empresas para mostrar um projeto elaborado em cima desse diagnóstico. O projeto seguirá até 2015 e receberá este ano um investimento de R$ 200 mil. Ele vai focar na melhoria da gestão empresarial, qualificação da mão de obra, conquista e ampliação de mercado, fomente à inovação e estímulo ao associativismo e à formalização. “Percebemos um universo muito grande de empresas sem contato com o Sebrae e as óticas são um segmento expressivo. Levantamos o perfil e identificamos uma oportunidade de trabalhar com elas”, disse a subgerente de gestão estratégica do Sebrae, Wanderleia Oliveira.

Diagnóstico

A pesquisa utilizou-se de informações mercadológicas e visita aos pontos de venda indicados no Censo Sebrae 2009, nos bairros Alvorada e Centro, que concentram a maioria dos estabelecimentos do ramo. Dos 84 pontos identificados, 51 responderam aos questionários.

Para o proprietário da Ótica Dimensão, Alexandre Ferreira, o segmento é um setor em expansão, que vem sendo dominado pelas grandes empresas e  franquias. Atuando há mais de dez anos no Alvorada, a ótica Dimensão possui dois vínculos empregatícios. “Falta mais apoio dentro dos órgãos com relação às óticas locais, como consultoria e linhas de financiamento. Os microempresários pegam no máximo R$ 10 mil na Afeam e no Banco da Gente, é muito baixo; e nos bancos os juros são altos”, disse Ferreira.

De acordo com o Censo 2009, 47% das óticas da cidade são formais, enquanto 14% são informais. Outros 39% não informaram. Conforme o diagnóstico nos pontos visitados, verificou-se que 20% têm até cinco anos no mercado. A maioria tem mais de dez anos, sendo que 12% têm entre 40 e 50 anos.

Dos estabelecimentos, 37% têm uma loja, 12% têm duas, mesmo porcentual para aqueles grupos que possuem 21 lojas. Como a maioria é microempresa, isso refletiu no número reduzido de funcionários, quando 69% têm entre um e cinco colaboradores. Em relação a funcionários do grupo, 20% têm mais de 200 funcionários.

Vale destacar que 39% das óticas permaneceram com o faturamento estável nos últimos 12 meses e 27% cresceram. Outros 20% diminuíram o faturamento e 14% não informaram.