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Secretaria autoriza a derrubada de árvores na Zona Centro-Sul de Manaus

De acordo com um operário, a retirada de três árvores foi para dar lugar a um estacionamento de veículos 09/10/2012 às 07:36
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Outros dois flamboyants foram podados de forma radical e só o tronco está em pé
Nelson Brilhante Manaus

Cinco árvores da espécie flamboyant, com mais de quatro metros de altura, foram sacrificadas na rua Teresina, bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul. Três delas, que ficavam em frente a um empreendimento imobiliário, foram arrancadas no último sábado. As outras duas ficavam bem em frente ao prédio da antiga loja de material de construção A. Ferreira Pedras.

De acordo com um operário do empreendimento imobiliário, a retirada de três árvores foi para dar lugar a um estacionamento de veículos. “As raízes eram  grandes, com mais de quarenta centímetros. Se deixássemos ia comprometer a segurança dos veículos”, disse ele.

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) informou que a construtora responsável solicitou autorização para a retirada e que só obteve a licença mediante compensação ambiental estabelecida pelo órgão.

A construtora será obrigada a compensar o corte com o plantio de 60 mudas de espécies nativas, nas imediações do empreendimento, além de instalar gradis e fazer a manutenção das árvores por um período de 24 meses. Um termo de compromisso já foi firmado entre a construtora e a Semmas, visando a execução da compensação ambiental.

De acordo com a Semmas, a aprovação do corte se deu em virtude da necessidade da construtora fazer o estacionamento para visitantes do prédio, condição obrigatória para viabilização do empreendimento. “Nenhum prédio naquelas proporções e finalidades pode ser construído sem vaga para visitantes, conforme determinam as diretrizes impostas pela legislação urbanística. As árvores, de fato, impediam o estacionamento de veículos por estarem próximas uma da outra”, justificou o órgão.

O plantio das mudas começará a ser feito após o término do levantamento a ser realizado pela Semmas, que determinará os locais onde deverão ser plantadas as referidas árvores, todas com mais de 1,8 metro de altura. “Mesmo com as compensações ambientais previstas pelo licenciamento, o empreendimento prevê um projeto paisagístico inclusive com contenção de talude e plantio de espécies ornamentais”, afirma o diretor de Arborização da Semmas, Heitor Liberato.

A compensação ambiental é um mecanismo previsto no Plano Diretor de Arborização Urbana de Manaus.