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Situação em municípios do interior do Amazonas é crítica

Falta de estrutura das prefeituras interioranas para ajudar as famílias atingidas agrava problema da cheia no Estado 14/03/2012 às 07:56
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Com boa parte das ruas alagadas; as defesas civis dos municípios sofrem com carência de preparação
CAROLINA SILVA Manaus

Em meio às indicações de que a bacia Amazônica terá uma cheia superior à do ano de 2009 e com dez municípios em situação de emergência, o titular do Subcomando de Ações de Defesa Civil do Amazonas, Roberto Rocha,  afirmou nesta terça-feira (13) que o outro problema que tem sido enfrentado é a falta de estrutura das prefeituras para ajudar as famílias atingidas no interior do Estado.

“A situação crítica nos municípios mais atingidos não representa que a Defesa Civil do Estado não estava preparada para enfrentar esse desastre natural. O grande problema é que as defesas civis dos municípios carecem dessa preparação”, esclareceu ele, completando que a antecipação do período de chuvas, que iniciou em dezembro do ano passado, indica que é preciso avaliar os planejamentos desses municípios para amenizar esses problemas.

Segundo a Defesa Civil do Amazonas, mais de 22 mil famílias já estão passando dificuldades, como escassez de alimentos, nos municípios de Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Envira, Itamarati, Carauari, Juruá, Boca do Acre, Pauini e Lábrea. O Município de Canutama também já está sendo afetado, mas não decretou estado de emergência.

O secretário da Defesa Civil do Estado informou, ainda, que a falta de preparo dos municípios reflete até mesmo no recebimento de recursos do Governo  Federal.

“O Município de Boca do Acre, por exemplo, não tinha condições de receber recursos financeiros por problemas de documentações na prefeitura. Então foi necessário fazer um convênio direto entre o Governo do Estado e Governo Federal”, disse Roberto Rocha.

Na última segunda, o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) liberou a distribuição de 3 mil cestas básicas para a Companhia Nacional de Abastecimento para que a Defesa Civil do Amazonas distribua nos municípios atingidos pela cheia.

Os alimentos serão remanejados de uma unidade armazenadora localizada em Rondonópolis (MT). O Governo Federal também irá disponibilizar um auxílio de R$ 400 para cada família atingida pela cheia.

A Defesa Civil afirmou nesta terça (13) que a ajuda humanitária do Governo do Estado ainda está sendo levada aos dez municípios atingidos e que mais de 100 toneladas já haviam sido entregues às famílias.

Níveis

Na tarde desta terça (13), o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) no Estado informou que a cota do rio Negro, em Manaus, subiu mais 4 centímetros. A cotação foi de 26,92 metros. Em 2009, ano da maior cheia, foi de 29,77 metros.

Entrevista
Fábio Galvão, coord. da ação S.O.S Enchente - Ajude Lábrea

“Cerca de 400 famílias no Município  de Lábrea já foram deslocadas para abrigos disponibilizados pela prefeitura. Em breve, as aulas já terão que ser paralisadas para abrigar os ribeirinhos nas escolas. A situação está muito preocupante”, conta o coordenador da ação S.O.S Enchente - Ajude Lábrea.

“Estamos fazendo um movimento  pela Internet para que pessoas da cidade de Manaus possam doar alimentos não perecíveis, produtos de necessidade básica para ajudar também essas pessoas atingidas pela cheia. Contamos com esse apoio no intuito de amenizar esse sofrimento”, comenta o mobilizador.

As pessoas interessadas em colaborar com a iniciativa do S.O.S Enchente podem procurar a funpage da mobilização na página de relacionamentos  facebook “Amigos de Lábrea” e entrar e contato para fazer as doações.

“Outra fonte de contato com a organização é por meio dos telefones (92) 9144-0614 ou (92) 3304-2971”, destaca Fábio Galvão.