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Sul do Amazonas em situação de emergência ambiental contras os focos de queimadas

Ministério do Meio Ambiente decretou portaria que permite aos órgãos ambientais contratar brigadistas temporários para combater incêndios nas unidades de conservação. Amazonas foi dividido em quatro ‘etapas’ 20/03/2012 às 11:53
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Queimadas contribuem para o aumento acelerado da temperatura média do planeta
Monica Prestes Manaus

 O combate aos incêndios florestais e queimadas nas Unidades de Conservação de 14 estados brasileiros, entre eles o Amazonas, devem receber um reforço com a Portaria 337, que decretou situação de emergência ambiental em boa parte do País e foi publicada pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União (DOU).

É que, segundo o texto do documento, que decretou situação de emergência ambiental entre os meses de abril e novembro deste ano no Sul do Amazonas e também nos estados do Acre, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Tocantins, além das regiões da Zona da Mata e do Triângulo Mineiro, os órgãos ambientais federais poderão contratar brigadistas, temporariamente, sem necessidade de uma concorrência pública.

As datas em que cada região entram em situação de emergência ambiental estão relacionadas ao início da seca, período em que surgem a maior parte dos focos de queimada e em que ocorrem os maiores incêndios florestais, indica o Ministério do Meio Ambiente (MMA). Conforme o documento, a medida segue as recomendações do Plano Nacional Anual de Proteção Ambiental (PNAPA).

 Etapas

Entre os meses de maio e dezembro, a situação de emergência ambiental passa a valer para o Centro e Sudoeste do Amazonas, além do Vale do São Francisco, na Bahia, Leste do Maranhão, Mato Grosso do Sul, Sudeste e Sudoeste do Pará, além de outras regiões de Minas Gerais e do Piauí.

Já na região do baixo Amazonas, assim como no Amapá, Centro-Norte e Centro-Sul da Bahia, Ceará, Maranhão, Nordeste do Pará e Norte e Sudeste do Piauí, a  situação de emergência ambiental se estende de junho deste ano até janeiro de 2013.

Entre julho a fevereiro de 2013 entram em emergência ambiental o Norte do Amazonas, Nordeste de Bahia e Pernambuco

Estatísticas

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que, entre janeiro e março deste ano, o número de focos de incêndio registrados no Brasil aumentou 76% em comparação a todo o ano passado.

Foram registrados 5.099 focos de incêndio do início de 2012 até o dia 19 de março, enquanto durante todo o ano de 2011 esse número foi de 2.891. Atualmente, o Amazonas tem dois focos de incêndio registrados nos últimos dois dias (entre 0h do dia 19 e 17h do dia 20 – horário de Brasília). Um deles está no município de Tapauá e o outro na Terra Indígena do Alto Rio Negro, no município de São Gabriel da Cachoeira.

Acumulado

Desde o início do ano até hoje (20), foram registrados pelos satélites do Inpe cerca de 60 focos de incêndio nas Unidades de Conservação e Terras Indígenas do Amazonas. Só em março foram 16 focos identificados pelo Inpe em 11 Unidades de Conservação do Amazonas.

Entre as unidades onde foram registrados focos de incêndio estão os Parques Nacionais (Parnas) do Mapinguari, em Canutama, Pico da Neblina, em São Gabriel da Cachoeira, dos Campos Amazônicos, em Novo Aripuanã, do Juruena, em Maués e de Anavilhanas, em Novo Airão. Em Anavilhanas o Inpe detectou cinco focos de incêndio em março de 2012.

As outras unidades são as Florestas Nacionais (Flonas) do Purus, em Pauini, do Pau Rosa, em Maués, do Amazonas, em Barcelos e a de Tefé, no município de mesmo nome, além da Reserva Extrativista do Ituxi, em Lábrea, e da Reserva da Biodiversidade de Uatumã, em Presidente Figueiredo.