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Amazônia
Tecnologia e Sustentabilidade

Seminário foca em energia solar para atender o Estado do Amazonas

O evento que tem por objetivo difundir conhecimento e introduzir novos produtos na área de tecnologia e sustentabilidade ao mercado consumidor, debateu a implementação da energia solar (fotovoltaico) no Estado 10/05/2016 às 10:03
Show ufam
Evento conta com representantes de diversas instituições e órgãos ligados à educação, tecnologia e sustentabilidade (Márcio Silva)
Isabelle Valois Manaus (AM)

Traçar políticas públicas, para que se inicie o processo de implementação do sistema de energia solar fotovoltaico no Estado, por se tratar de uma área de floresta preservada, foi uma das pautas debatidas ontem, durante o Seminário Internacional de Tecnologia e Sustentabilidade (Sintes), realizado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). 

O evento que encerra amanhã, coloca frente a frente especialistas de diversas de diversas regiões do País e de outros continentes, para tratar da promoção e difusão de conhecimento, com o objetivo de introduzir novos produtos avançados na área de tecnologia e sustentabilidade ao mercado consumidor.  

Para o doutor da universidade de Zurique (Suíça), Raffaele Tognacca, que vem promovendo o “Sintes” desde o ano passado no Estado, o País tem oportunidade para ser líder mundial na geração distribuída de energia solar fotovoltaico, por ser uma região onde a rede de energia limpa (não poluente para a atmosfera) varia entre 1.550 até 2.350 kilo Watt por Hora (kWh), com o favorecimento do clima tropical. 

Para este ano, a ideia é traçar políticas públicas, para que se inicie o processo de implementação do sistema de energia solar fotovoltaico no Estado, por se tratar de uma área de floresta preservada.          

“Aqui a natureza é particularmente viva ainda e possui grande vantagem em relação a outras localidades. Por isso a grande importância de fazermos o evento aqui, onde a natureza é íntegra, o que dá mais significado ao resultado do evento. Com a implantação dessas políticas públicas, o Amazonas deve ser modelo para os demais estados, principalmente por se tratar de uma área rica em biodiversidade. Outro ponto importante é a distância que existe nas comunidades ribeirinhas, com esse mecanismo vamos apresentar que é possível gastar menos e atender a todos”, declarou Raffaele.

A ideia das polícias públicas direcionada para o sistema solar fotovoltaica foi apresentado ontem, por Raffaele, na primeira mesa redonda da segunda edição do o Seminário Internacional de Tecnologia e Sustentabilidade, que prossegue com a discussão até amanhã.  A mesa redonda debateu o tema “Geração Solar Fotovoltaica Distribuída: Uma Importante Oportunidade para o Brasil”.

Raffaele explicou que a rede de energia solar não deve acabar com o sistema elétrico antigo, mas servirá como uma base de complementação do serviço de abastecimento. “É necessário focar nesse procedimento. Nesta região há o recurso solar a vontade, é preciso pensar no meio ambiente e principalmente nas comunidades mais distante que passam por problemas com o abastecimento. Para a implantação desse sistema, não terá muito gasto e a previsão é que pelo menos em 1 ano e meio, os custos estejam pagos”, disse.

Com o desenvolvimento dessas políticas, haverá a viabilidade da economia para a população, porém Raffaele apontou que há os contras da estrutura como exemplo informou que a energia das empresas particulares que utilizam outro tipo de sistema, terá uma tarifa mais alta para manter a funcionalidade e pode haver a falta de agilidade das empresas com a distribuição para conexão de rede.

Estímulo da geração de Energia

Para o estímulo da geração de energia a partir de placas solares dentro das unidades consumidoras, que possa ser compartilhada com o sistema das distribuidoras de energia o Ministério das Energias criou no final de 2015 o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD). O governo prevê um potencial de investimentos de R$ 100 bilhões nessas tecnologias e que 2,7 milhões de unidades consumidoras poderão aderir ao programa até 2030.

Um protótipo para geração híbrida de energia elétrica foi lançado em março na Usina Hidrelétrica de Balbina, localizada no município de Presidente Figueiredo, no Amazonas. O projeto consiste na instalação de placas solares sobre flutuadores, que serão mantidos no reservatório da usina e vão aproveitar toda a infraestrutura já existente para a transmissão da energia gerada. Foi a primeira vez no mundo que se instalou placas em um lago de hidrelétrica.