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Vazante dos rios do AM ainda não compromete a navegação

Monitoramento do rio Negro, na região de Manaus,  sinaliza que a vazante deste ano será dentro da média histórica 03/10/2012 às 12:04
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Monitoramento do rio negro, na região de Manaus, sinaliza que a vazante deste ano será dentro da média histórica
Milton de Oliveira Manaus, AM

 A vazante dos rios Amazonas, Madeira, Solimões e Rio Negro  está  dentro da normalidade conforme avaliações  do Serviço Geológico Brasileiro (CPRM) e o Subcomando de Ações de Defesa Civil do Estado do Amazonas (Subcomadec). Os dados hidrológicos foram informados ontem, pelos dois órgãos. Apenas o  Madeira está sendo monitorado com mais atenção, devido a antecipação da vazante dele.

De acordo com o pesquisador em Geociências do CPRM, Andre Santos, a navegação pelos rio da região ainda não foi prejudicada pela vazante deste ano. “As cartas náuticas já preveem a vazante. E, ainda, não há nada de extraordinário no ciclo hidrológico dos rios”, disse o especialista.

Conforme os dados do CPRM, até o dia 19 de setembro, o rio Madeira apresentava um índice de vazão de 8,4 mil metros cúbicos por segundo. Isso equivale a 8 mil caixas d´água de 1 mil litros cada uma, passando a cada segundo.

Ainda conforme o órgão a maior vazão, este ano, no rio Madeira, aconteceu no dia 11 de março, quando chegou ao número de 54 mil metros cúbicos por segundo.

Solimões

No Município de Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus), a medição no rio Amazonas apontou, no último 16 de setembro, 64,6 mil metros cúbicos por segundo, mas, em junho, chegou a 148 mil metros cúbicos por segundo.

Em Itacoatiara (a 170 quilômetros da capital), a vazão é de 119 mil metros cúbicos por segundo, até o dia 19 de setembro, mas, medições do mês de maio registraram 242 mil metros cúbicos por segundo.

De acordo com o Subcomandec em municípios do Alto Solimões, como Tabatinga (a 1.105 de Manaus) e Benjamin Constant (a 1.118 da capital), estão ocorrendo chuvas. “A situação da vazante está sendo monitorada e, ainda, não apresenta problemas”, disse o secretário de ações do Subcomande, Roberto Rocha.