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Vereador cobra rigor dos órgãos ambientais sobre ocupação que compromete Igarapé do Tarumã

Plínio Valério sugeriu a realização de uma audiência pública na Câmara Municipal, convocando os órgãos ambientais para resolver o problema e impedir que a bacia do Tarumã-Açu seja poluída 21/07/2015 às 15:53
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Plínio Valério propôs a realização de uma audiência na CMM para debater assunto
acritica.com* Manaus (AM)

O vereador Plínio Valério (PSDB) cobrou, na manhã desta terça-feira (21), da tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), uma ação mais rigorosa de fiscalização na área de invasão “Cidade das Luzes”, que já ameaça poluir o Igarapé do Tarumã. A CRÍTICA  mostrou que a ocupação já está contaminando o igarapé e que a urbanização pode causar danos irreversíveis.

O local, que é uma Área de Preservação Ambiental (APA), à margem direita do rio Tarumã-Açu, no Tarumã, na Zona Oeste da cidade, já tem mais de 500 famílias de ocupantes, sem intervenção do poder público.

'Não interessa se a área é de particulares. O poder público tem compromisso de combater esse tipo de atitude”, afirmou o vereador, que citou o artigo 231 da Lei Orgânica do Município de Manaus (Loman) que diz que nenhuma obra poderá ser feita em solo urbano sem a autorização do órgão municipal competente, que no caso seria o Implurb.

“Estamos falando da possível poluição do igarapé do Tarumã. Não é pouca coisa. É uma ferida que se abre e ninguém faz nada, porque não vejo um órgão, sem dar uma desculpa, de que é terra particular e não tem nada a ver”, disse Plínio. “O Tarumã pertence ao Estado. É a história do nosso povo. Hoje 500 famílias vivem lá sem esgoto, saneamento básico, sem lixeira. E para onde vai tudo isso?”, questionou.

Para Plínio Valéiro, as autoridades ambientais que estão omissas em relação à ocupação. “Já tem um ano essa invasão e não vai ser fácil retirar os invasores e quem vai impedir que essa turma avance sobre o Tarumã?”, advertiu.

Valério sugeriu que o presidente da Comissão do Meio Ambiente da Casa, vereador Everaldo Farias (PV), para realizar uma audiência pública, convocar os órgãos ambientais para resolver o problema e impedir que a bacia do Tarumã-Açu seja poluída.

Everaldo também condenou o que ele classificou de crime ambiental e disse que sabe da dificuldade dos órgãos em fiscalizar. Para ele, a invasão já se enraizou e é bem maior do que se pode imaginar. Segundo ele, o principal atrativo da área para os invasores é aproximação com o rio Tarumã-Açu.

*Com informações da assessoria de imprensa