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Manaus Hoje
Ameaça e desacato

Juíza de Manaus manda prender soldado da PM que a desobedeceu durante audiência

O policial, que fazia escolta de um detento na audiência, disse que não desligaria o celular e negou retirar as algemas do preso: 'quem deve decidir (isso) sou eu”', disse 09/05/2016 às 18:47 - Atualizado em 09/05/2016 às 18:50
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A voz de prisão foi dada durante a audiência de custódia de um detento do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, que recebia a escolta do PM (Foto: J. Renato Queiroz/Arquivo A Crítica)
Kamyla Gomes Manaus

A Juíza Margareth Rose Cruz Hoagen, da 4ª Vara Criminal de Manaus, deu voz de prisão a um soldado da Polícia Militar por desobedecê-la durante uma audiência de custódia realizada na manhã desta segunda-feira (9) no Fórum Ministro Henoch Reis, no bairro São Francisco, na Zona Sul de Manaus.

O soldado Marcos Antônio de Assis Gomes, de 28 anos, é lotado no Batalhão de Guardas. A voz de prisão foi dada durante a audiência de custódia de um detento do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), que recebia a escolta do PM.

Segundo o delegado platonista do 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP), Cristiano Castilho, a juíza Margareth Rose Hoagen alegou que, de imediato, chamou atenção do policial após o mesmo estar atrapalhando a audiência fazendo uso do aparelho celular. Ele alegou que não iria guardar o celular, pois estava conversando com a esposa.

Já no fim da audiência, a juíza determinou que o soldado retirasse a algema do detento, e o PM, com tom agressivo e pegando em sua arma, disse a seguinte frase: quem deve decidir se o preso deve ser algemado ou não, sou eu. Neste instante, ela deu voz de prisão ao PM, que foi autuado em flagrante por ameaça e desacato.

O presidente da Associação de Praças do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa, relatou que a associação arcou a afiança arbitrada, no valor de R$ 800 em espécie. A Diretoria de Comunicação da PM informou, por meio da Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD), a abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar as circunstâncias em que se deu o fato.