Publicidade
Manaus Hoje
Polícia

Madrasta é presa por matar e ocultar corpo de enteada de 3 anos em Manaus

O corpo da pequena Rayane Lopes foi encontrado em um ramal da rodovia AM-010. A madrasta, Ericka Benevides Lopes, de 19 anos, inventou uma história fantasiosa para despistar a polícia 21/04/2016 às 19:46 - Atualizado em 21/04/2016 às 23:21
Show delegacia especializada homicidios sequestros dehs acrima20151226 0012 1
O delegado responsável pelas investigações, Ivo Martins, vai dar mais informações sobre o caso nesta sexta-feira (22), durante coletiva de imprensa (Foto: Winnetou Almeida)
Fabio Oliveira Manaus

A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) vai revelar na manhã desta sexta-feira (22) detalhes de como a menina Rayane Lopes, de apenas 3 anos, foi morta pela própria madrasta, identificada como Ericka Benevides Lopes, de 19 anos, que está presa.

O delegado Ivo Martins, titular da DEHS, afirmou que a ossada da criança foi encontrada na tarde desta quinta (21) em um ramal no Km 41 da rodovia AM-010, que liga Manaus ao município de Itacoatiara. O delegado não deu informações sobre a forma como foi encontrado o corpo e nem as causas oficiais do óbito.

De acordo com o delegado, a madrasta da criança teria construído uma história fantasiosa para despistar a polícia. Porém, ela confessou o crime em depoimento e forneceu o local exato de onde estava a ossada da pequena Rayane.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, na última terça (19) a madrasta se apresentou na DEHS junto com seu advogado e relatou que no dia 7 deste mês estava em casa com sua enteada, que teria caído e batido a cabeça.

Conforme a Polícia Civil, Ericka não acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e teria tentado reanimar a criança sozinha, porém a mesma já estava morta.

Segundo a história relatada pela madrasta à polícia, Ericka pegou a criança já morta e colocou em uma sacola de feira. Ela teria ido de ônibus até o terminal de integraçãp do Centro da cidade e de lá seguido para o bairro da Compensa, na Zona Oeste. Ela disse ainda que pegou um táxi e seguiu para a Ponte Rio Negro, de onde desceu e jogou a enteada nas águas.

Entretanto, o delegado Ivo Martins afirmou por telefone à reportagem que essa versão é falsa e que nesta sexta, durante coletiva de imprensa, dará mais informações sobre como ocorreu o fato e os motivos que levaram a madrasta a cometer esse crime bárbaro.