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Manaus Hoje
HOMICÍDIO

Polícia prende mais um envolvido na morte do cantor Melvino Júnior, da ‘Jr. e Banda’

Segundo a polícia, “Marquinho” ajudou a dar fuga aos outros envolvidos. A vítima foi morta a tiros por engano em abril deste ano em Codajás 31/07/2017 às 12:20 - Atualizado em 31/07/2017 às 12:34
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Foto: Jander Robson
Dani Brito Manaus (AM)

Marcos Ribeiro Ramos, 26, o “Marquinho”, foi apresentado na manhã desta segunda-feira (31) na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), em Manaus, como um dos envolvidos na morte do cantor Melvino de Jesus Júnior, assassinado por engano no dia 29 de abril deste ano no município de Codajás, a 240 quilômetros da capital.

De acordo com o delegado Juan Valério, “Marquinho” foi o responsável por dar fuga aos outros envolvidos. Com a prisão dele, seguem ainda foragidos Josinei Oliveira, o “Dentinho”, e outro suspeito identificado como “Índio”. Outros três suspeitos também já foram presos: Kaison Rodrigo Pena da Silva, 23 anos, Ozivan dos Santos Oliveira, 31 anos, e Henrique Silva da Silva, 22, conhecido como “Kinho”.

Em conversa com a reportagem, “Marquinho” afirmou que só soube que o alvo dos tiros tinha sido a pessoa errada, no caso o cantor, por causa das divulgações dos meios de comunicação. “Eu achava que eles tinham matado o ‘Vital’, que é quem era para ter morrido. Só soube que eles tinham matado o cantor dias depois”, disse.

“Marquinho” foi preso no município de Maraã, localizado a 634 quilômetros de Manaus. No momento da prisão foram aprendidos com ele armas de fogo. Ele foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e indiciado pelo homicídio de Melvino Junior.

Entenda o caso

O cantor Melvino de Jesus Júnior, vocalista da “Jr. e Banda”, foi assassinado a tiros no dia 29 de abril deste ano em Codajás, na frente do Hotel Tucunaré, onde estava hospedado. Ele iria fazer shows durante a Festa do Açaí, na cidade. Segundo a polícia, Melvino saiu do hotel para comer por volta das 22h40 e foi surpreendido pelos atiradores, que o atingiram pelas costas.

De acordo com o delegado Juan Valério, titular da DEHS, os suspeitos Kaison e Ozivam teriam contratado Henrique para matar um traficante de Codajás conhecido como “Vitão”. Os dois colocaram uma adolescente na entrada do hotel para informar sobre dos passos do traficante. Quando o cantor desceu, ela ligou para Henrique e passou as características de Melvino. Logo depois o homem apareceu no local e realizou os disparos por engano na vítima.