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Foragido, primo do traficante Zé Roberto é preso em comunidade no interior do AM

José Arimateia Façanha do Nascimento gerenciava as drogas da facção FDN no interior do Estado. Ari é condenado a 45 anos por latrocínio e era procurado desde o massacre do Compaj 07/05/2018 às 20:39
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Foto: Divulgação
Fábio Oliveira Manaus (AM)

Em uma vila ribeirinha no interior do Amazonas, José Arimateia Façanha do Nascimento, o “Ari”, primo do traficante José Roberto Barbosa Fernandes, o “Zé Roberto da Compensa”, foi capturado nesta segunda-feira (7) por policiais militares do Batalhão de Operações Policiais  Especias (BOPE) e agentes da Divisão de Inteligência e Captura (DICAP), de Roraima. Ele gerenciava e distribuía drogas da facção criminosa Família do Norte (FDN) na comunidade. Na Justiça, ele responde a 14 processos criminais.

De acordo com o delegado Guilherme Torres, diretor do Departamento de Repreensão ao Crime Organizado (DRCO), Ari estava escondido em uma casa de madeira, na qual dela ordenava soldados e gerenciava drogas que vinham dos países vizinhos. A Vila Itaquera, onde foi preso, fica na divisa dos estados de Roraima e Amazonas. “Ari” usava apenas um telefone para comandar o tráfico. Dentro da casa onde ele morava não havia drogas nem armas.

Segundo Torres, os entorpecentes passavam por São Gabriel da Cachoeira, pelo Rio Negro, com destino para Airão Velho e Novo Airão e, por fim, eram recebidos em Manacapuru e Manaus. “Ali é um local estratégico. Depois do levantamento de dados e recebimento de informações, tivemos a localização dele. Como iria demorar para ir a comunidade, enviei os mandados para a DICAP, para que fossem cumpridos com a ajuda dele”, explicou Torres.

Ari ainda tentou fugir após perceber a presença dos agentes, mas não teve sucesso. Com dois mandados de prisão em aberto, o primo de “Zé Roberto da Compensa” deve chegar a Manaus na tarde desta terça-feira (8).

De acordo com o delegado, o foragido deve ser ouvido na sede do DRCO. Ari é condenado a 45 anos pelo crime de latrocínio e era procurado desde o dia 1 de janeiro de 2017, quando houve rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) resultando na morte de 56 detentos. Ele também foi um dos líderes naquele dia sangrento.

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