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Rio Preto da Eva

Conselho apresenta sugestões para fortalecer agricultura em Rio Preto da Eva

Documento deve balizar ações institucionais do Conselho Estadual junto aos governos do Estado e Federal. Regularização fundiária e construção e reforma de ramais estão entre as medidas 30/11/2017 às 18:18 - Atualizado em 30/11/2017 às 19:16
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'Desaprendemos a plantar a cultivar e principalmente a empreender', disse secretário de Produção Rural (Foto: Divulgação)
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O Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (Cedrs)  realizou hoje, dia 30, em Rio Preto da Eva reunião extraordinária intinerante e ampliada, conduzida pelo Secretário de Estado da Produção Rural, José Aparecido. A reunião foi solicitada pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), que na ocasião entregou um documento com as indicações de atuação necessárias para a manutenção e fortalecimento da agricultura no município. 

Além de José Aparecido, da Sepror, participaram  representantes de diversas entidades ligadas diretamente ou indiretamente à produção rural, como Marcelo Dutra, Da Sema ( Secretaria de Meio Ambiente), Lúcio Flávio do Rosário da ADS (Agência de Desenvolvimento Sustentável), João Campelo do Idam (Instituto de Desenvolvimento do Amazonas) ,Muni Lourenço , presidente da FAEA (Federação da Agricultura do Amazonas) e autoridades locais municipais, o vice-prefeito Neto do Baixo Rio e Carlinho Souza, presidente da Câmara municipal Rio Pretense.

O evento foi pautado pelas solicitações pontuadas no documento e defendidas oralmente por quem se pronunciou. Dentre as principais está a regularização fundiária, construção/reforma de ramais e licenças ambientais. "Precisamos alinhar, na mesma direção, a produção agricola e as questões ambientais", disse Marcelo Dutra. "Um caminho de ser construído e só conseguiremos se estivermos unidos, sem rancores antigos e sem burocracia", completou Dutra, informando em primeira mão que o trabalho com papel está com os dias contados na Sema.

Para o secretário da Sepror, uma nova mentalidade precisa tomar conta do setor primário do Amazonas. "As administrações feitas em cima de discursos fizeram um desserviço. Desaprendemos a plantar a cultivar e principalmente a empreender. Mas há 60 dias a Sepror tem outro direcionamento. Não vamos mais pelo caminho do assistencialismo e sim pelo do trabalho e educação. Vamos ensinar todos a pescar e não mais dar a o peixe", criticou Aparecido. "Agora a Sepror é pautas pelo técnico e não pelo interesse político. Chega de apenas discursos para o setor rural do Amazonas", enfatizou. 

Insumos

Muni Lourenço, representando as diversas cadeias produtivas, destacou as dificuldades que a pecuária amazonense enfrenta há décadas, em relação aos insumos para a produção de ração. "Quem cria qual quer animal sabe o quanto é difícil por causa do valor da ração. E nós, apesar de termos as fabricas aqui, não temos milho e farelo de soja, em abundância no centro oeste Brasileiro", apontou Muni. "Precisamos que o Governo Federal , através do Ministério da Agricultura nos garanta isso, pois temos dinheiro pra pagar", enfatiza. 

O Vice Prefeito de Rio Preto lembrou aos presentes que o município está entre os três maiores produtores agrícolas do Amazonas e que nacionalmente é o segundo maior produtor de pescado em cativeiro. "Sofremos com todos esses problemas já abordados aqui é que vão detalhados no documento. Precisamos evoluir, superar, vencer essas questões tão antigas, pois é a agricultura que nos sustenta" , disse Neto do Baixo Rio. 

Ademir Rocha Santos, agricultor, presidente do CMRDS de Rio Preto e um dos que requerem da reunião naquele município, utilizou o seu tempo de tribuna para enfatizar as vitórias individuais dos agricultores do município, que mesmo com tantas adversidades transformaram o município em uma referência agrícola. "Por favor autoridades, aproximem-se e mantenham-se mais próximas de nós, homens do campo, que tanto ajudamos a sociedade. Precisamos de vocês por perto, assim como vocês precisam de nós",  afirmou Ademir, se referindo aos alimentos cotidianamente produzidos pelos agricultores e consumidos nas cidades.

Questões como o escoamento da produção, mecanização da produção de mandioca, beneficiamento dos produtos, capacitação agrícola, educação e saúde, assistência técnica, extensão rural, financiamento rural entre outros temas específicos também foram debatidos.  O documento, assinado por todos os participantes foi entregue e deve servir como balizador das ações institucionais do Conselho Estadual junto ao governo do estado e federal.