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Interior
Lábrea

UBS fluvial de Lábrea vai atender seis mil ribeirinhos no mês de dezembro

Ação da prefeitura de Lábrea vai mobilizar mais de 250 comunidades da calha do rio Purus, que receberão a visita da unidade móvel de saúde   16/11/2017 às 18:17 - Atualizado em 16/11/2017 às 18:48
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Ribeirinhos dificilmente vão à cidade para serem atendidos preventivamente, indo somente em casos mais graves, segundo explica o prefeito Gean Campos de Barros
Antonio Ximenes Manaus (AM)

Seis mil ribeirinhos de Lábrea serão atendidos pela Unidade Básica de Saúde (UBS Fluvial) da prefeitura local no mês de dezembro. No final de novembro, a embarcação segue por um 'tour médico' em dezenas de comunidades ao longo da calha do rio Purus. 

Médicos, dentistas, enfermeiros, agentes de saúde, laboratoristas, enfim, o essencial de profissionais e equipamentos para análise, atendimento clínico e cirurgias de emergência de baixa complexidade, estarão à disposição das famílias rurais do município.

O número de seis mil atendimentos surge por amostragem, já que na viagem realizada pela UBS fluvial de Lábrea em julho, último, essa foi a quantidade de pessoas atendidas. Com seis unidades básicas de saúde no município,dentre elas a fluvial, Lábrea tem mais de 250  comunidades ribeirinhas, para serem atendidas em distâncias que chegam a ser superior a três dias de barco, em alguns casos, pela dificuldade de acesso.

Com oito médicos, sendo que seis do programa Mais Médico do Governo Federal, a Prefeitura elaborou uma planilha de atendimento à população, em que todas às UBS, obrigatoriamente, disponham de, no mínimo, um médico para atender a demanda social em horário regular. 

Prevenção

O prefeito Gean Campos de Barros disse "que os ribeirinhos, dificilmente, vão à cidade para serem atendidos preventivamente, indo somente em casos mais graves. E que a UBS fluvial tem resolvido centenas de casos, que poderiam evoluir para uma enfermidade mais séria, em função da orientação preventiva e o tratamento adequado feito pelos médicos embarcados".

Verbas

Mesmo com às UBS e uma rede de atendimento à saúde pública, razoavelmente, montada, o principal "problema de saúde" no município é a ausência do repasse regular de verbas para o hospital local, com seus 60 leitos. Segundo o prefeito, há seis meses que o governo estadual não estaria repassando a cota de manutenção mensal de R$ 58 mil, o que está causando uma série de transtornos, feito que a Prefeitura tem que alocar recursos próprios para manter o hospital. 

"Até o final do mês de novembro vou a Manaus conversar com o secretário de Saúde estadual, para que possamos receber essa verba. Enquanto isso não acontece, temos que continuar investindo na saúde com nossos recursos, que são escassos, e não conseguem cobrir  toda a demanda clinica do município", destacou o prefeito Gean de Barros.

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