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40 anos depois, ex-alunos de Medicina da Ufam comemoram conquistas

Formandos de 1972: quarenta anos depois da graduação, ex-alunos da segunda turma de Medicina da Ufam comemoram conquistas e a amizade 15/12/2012 às 18:33
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Turma se formou em 1972
Ana Celia Ossame Manaus, AM

A turma de médicos que se formou em 1972 na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) leva ao pé da letra o verso do poeta Vinícius de Moraes, quando disse que a vida “é a arte do encontro”. Neste final de semana, eles se reúnem para comemorar 40 anos de formados.

Ana Com uma missa, jantar e passeios de barco que começaram na sexta-feira, eles e elas celebrarão a amizade que permanece ao longo dos anos e relembrarão os desafios daquela que foi a segunda turma do curso de Medicina da instituição.

Médicos como Marcus Barros, 65, Jesus Pinheiro, 68, e Georgina Granjeiro, 66, que mora no Rio de Janeiro, Miguel Anzoateghi, Paulo Montenegro, José Wilson Cavalcante, Jorge Grosso, Denise Nunes, Iza Medeiros, Roberval Tavares, Marlene Ramos, José Figliuolo, Graça Seráfico e Sônia Xavier são alguns dos que, desde sexta-feira, estão juntos e com os corações e mentes abertos às saudades e recordações.

Amazonense, após fazer residência médica no Rio de Janeiro, Marcus Barros voltou para Manaus, onde foi dar aulas na Universidade do Amazonas e  trabalhar como médico no Hospital Tropical, hoje Fundação de Medicina Tropical Heitor Dourado. Ex-reitor da Ufam, Marcus, que é infectologista e patologista clínico, lembra da diversidade da turma, formada por alunos vindos de diversos estados brasileiros como Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Ceará e outros, que se deslocam para Manaus na data marcada para o encontro, que acontece a cada cinco anos.

“Nosso propósito é reforçar os laços de amizade, trocar ideias, saber como estão os amigos, muitos dos quais já se aposentaram, mas a maioria ainda está atuando seja na docência ou na medicina”, contou Marcus.

A turma tinha 90 alunos porque, além dos aprovados no vestibular, a então Fundação Universidade do Amazonas (FUA) recebia alunos de outras instituições de ensino superior de outros estados.

COMEU JARAQUI

Muitos dos alunos vieram de outros estados brasileiros “comeram jaraqui” e ficaram por aqui, como o oncologista Jesus Pinheiro. Cearense de Barbalha, ele é cirurgião geral e oncologista, fez residência no Rio de Janeiro, mas ainda na década de 1970 voltou a Manaus e entrou para a docência da Ufam.

Jesus lembra do desafio de fazer uma faculdade de medicina na região Norte, sem as condições ideais, situação que fazia com que professores e alunos se superassem para fazer o melhor possível.

Como era de fora do estado, Jesus lembrou das críticas sobre a vinda de estudantes de outros estados “para tomar as vagas dos amazonenses”, que não se justificavam porque muitos vieram e ficaram e outros, que ram daqui, saíram do Estado.

Ele diz não haver comparação entre o status de ser aluno e professor hoje e daquela época, por conta da desvalorização, principalmente, da figura do professor.

Sobre o encontro, feito regularmente, o médico diz ser um momento especial que se repete por ser um prazeroso encontro de amigos que venceram muitos desafios na vida.